Gideões da CCB Livre de Religião.
Buscar
 
 

Resultados por:
 

 


Rechercher Busca avançada

Navegação
 Portal
 Índice
 Membros
 Perfil
 FAQ
 Buscar
Dezembro 2016
SegTerQuaQuiSexSabDom
   1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031 

Calendário Calendário

Estatísticas
Temos 1225 usuários registrados
O último usuário registrado atende pelo nome de rosangela

Os nossos membros postaram um total de 1692 mensagens em 550 assuntos

O Escritor Flávio Joshefo Não Conheceu a História do Jesus dos Cristãos.

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

O Escritor Flávio Joshefo Não Conheceu a História do Jesus dos Cristãos.

Mensagem por Mariana Amaral Oliveira em Sex Jul 08, 2016 8:12 pm



O Por que que o escritor Flávio Joshefo não conheceu a História do Jesus dos cristãos? Por que o texto de Josefo que fala sobre Jesus é uma falsificação.

É impossível sabermos de fato quem foi o Jesus histórico que criou a "seita dos nazarenos" que posteriormente se tornou o que conhecemos como cristianismo.

Existiu um Yeshua/Jesus? É claro que existiu não somente um Yeshua/Jesus, mas muitos Yeshua – mas muito muitos mesmo! Só tem um problema, nenhum deles tinha este nome "Jesus" e sim Yeshua Ben (Yeshua filho de alguém).

O modelo de herói judeu era Josué (o sucessor de Moisés) também conhecido como Yehoshua (Yeshua) bin Nun ('o Jesus do peixe Maçônico').

Uma vez que o nome Jesus (Yeshua ou Yeshu em hebraico, Iesous em grego, origem da ortografia na língua inglesa) era originalmente um título (que significa 'salvador', derivado de 'Yahweh Salva'), provavelmente todas as bandas na resistência judaica tinham a sua própria figura heroica ostentando este apelido, entre outros.

Josefo, historiador judeu do primeiro século, menciona nada menos que dezenove diferentes Yeshuas/Jesii/Jesus, cerca de metade deles contemporâneos do suposto Cristo!

Em seu livro Antiguidades, dos vinte e oito sacerdotes que ocuparam o cargo a partir do reinado de Herodes, o Grande, até a queda do Templo, nada menos que quatro tinham o nome Yeshua/Jesus: Yeshua ben Fiabi, Yeshua ben See, Yeshua ben Damneu e Yeshua ben Gamaliel.

Até São Paulo faz referência a um mágico rival, pregando 'um outro Cristo' (2 Coríntios 11,4). O amontoado de Cristos antigos inclui:

Yeshua ben Sirach. Este Jesus era tido como o autor do livro de Sirácida ('Eclesiástico, ou a Sabedoria de Jesus o Filho de Sirach'), um dos livros apócrifos do Antigo Testamento.

Ben Sirach, escrevendo em grego em cerca de 180 a.C, juntou 'sabedoria' judaica e heróis de estilo homérico.

Yeshua ben Pandera. Um fazedor de milagres da época do reinado de Alexandre Janeu (106-79 aC), um dos reis Macabeus mais cruéis.

Imprudentemente, este Jesus começou uma carreira de agitação e profecias sobre o fim do mundo que acabou irritando o rei.

Foi morto sendo pendurado em uma árvore - e na véspera de uma Pessach (Páscoa judaica). Os estudiosos têm especulado que este Jesus fundou a seita dos essênios.

Yeshua ben Ananias. A partir de 62 d.C, este Jesus causou inquietação em Jerusalém com uma ladainha apocalíptica incessante de 'Ai, ai da cidade'. Ele profetizava vagamente:

"Uma voz do Oriente, uma voz do Ocidente, uma voz dos quatro ventos, uma voz contra Jerusalém e a casa do santuário, uma voz contra os noivos e as noivas, e uma voz contra todo o povo."

– Josefo, Guerras 6.3

Preso e açoitado pelos romanos, Jesus ben Ananias foi solto por não ser considerado perigoso, apenas um louco. Ele foi morto durante o cerco de Jerusalém por uma pedra arremessada por uma catapulta romana.

Yeshua ben Safate. Na insurreição de 68 d.C que trouxe o caos à Galiléia, este Jesus liderou os rebeldes em Tiberíades ("o líder de um tumulto sedicioso de marinheiros e pessoas pobres" – Josefo, Vida de Flávio Josefo 12.66).

Quando a cidade estava prestes a ser dominada pelos legionários de Vespasiano, ele fugiu para o norte para Tariquéia no Mar da Galiléia.

Yeshua ben Gamala. Durante 68/69 d.C este Jesus era um líder do 'partido da paz' na guerra civil que arrasava a Judéia.

Nas muralhas de Jerusalém ele protestou contra os Idumeus que estavam ali sitiando a cidade (liderados por 'Tiago e João, filhos de Susa').

Não foi bom para ele. Quando os Idumeus passaram pelas muralhas ele foi condenado à morte e seu corpo jogado aos cães e aves de rapina.

Yeshua ben Tebute. Um sacerdote que, na capitulação final da cidade alta em 69 d.C, salvou sua pele entregando os tesouros do Templo, que incluíam dois candelabros sagrados, cálices de ouro puro, cortinas sagradas e vestes dos sacerdotes.

Esses objetos figuraram com destaque no arco triunfal erguido para Vespasiano e seu filho Tito.

Mas existiu um Yeshua ou Jesus que fora crucificado?



Certamente que sim! Só que não foi o Yeshua Ben Yoshef (o Jesus Filho de José e Maria) e sim um tal de Yeshua ben Stada: que fora um agitador da Judeia que deu uma dor de cabeça aos romanos nos primeiros anos do século II.

Ele teve seu fim na cidade de Lida (quarenta quilômetros de Jerusalém) nas mãos de uma equipe de crucificação romana. [vejam bem a data século II d.C].

E dada a escala que a retribuição romana poderia chegar – no auge do cerco de Jerusalém, os romanos estavam crucificando mais de quinhentos prisioneiros por dia na frente das muralhas da cidade – o chão estaria coberto (literalmente) de heróis mortos chamados Jesus. Mas nenhum merece um ponto final na grande história universal da humanidade.

Mas então com tantos Cristos mortos não poderia ter existido um Jesus de Nazaré?

O problema com essa noção é que absolutamente nada corrobora a biografia sagrada e ainda essa 'maravilhosa história' é salpicada com inúmeros anacronismos, contradições e absurdos.

Por exemplo, no momento em que José e Maria, então grávida, teriam ido a Belém para um suposto censo romano, a Galiléia (ao contrário da Judéia) não era uma província romana e, portanto, papai e mamãe não teriam nenhuma razão para fazer a viagem.

Mesmo que a Galiléia fosse território imperial, não se conhece nenhum 'censo universal' ordenado por Augusto (nem por nenhum outro imperador) – e os impostos romanos eram baseados em propriedades, não em número de pessoas. Além disso, hoje sabemos que Nazaré não existia antes do século II.

Nazaré não é mencionada nem no Antigo Testamento e nem por Josefo, que travou uma guerra ao longo de todo o comprimento e largura da Galiléia (um território do tamanho da Grande Londres) e ainda Josefo registra os nomes de dezenas de outras cidades.

Na verdade a maior parte da história de Jesus acontece em cidades de origem igualmente duvidosa, em vilas tão pequenas que só cristãos partidários sabiam de sua existência (no entanto, cidades pagãs bem documentadas, com ruínas até hoje existentes, não fizeram parte do itinerário de Jesus).

O que deve nos alertar para falsificação grosseira aqui, é que praticamente todos os acontecimentos da suposta vida deste fabricado Jesus, aparecem na vida de figuras míticas de origem muito mais antiga.

Se falarmos de nascimento milagroso, juventude prodigiosa, milagres ou curas maravilhosas - todos esses 'sinais' tinham sido atribuídos a outros deuses, séculos antes de qualquer homem santo judeu passear por aí.

As supostas declarações e ensinamentos de Jesus são igualmente lugar-comum, tendo sido tiradas das escrituras judaicas, filosofia neo-platônica ou comentários feitos por sábios das escolas filosóficas estóica e cínica.

Fonte:  http://deusesehomens.com.br/deuses/cristao/item/257-oito-perguntas-e-respostas-sobre-o-jesus-historico

Mariana Amaral Oliveira

Mensagens : 25
Reputação : 10
Data de inscrição : 05/08/2012
Idade : 59
Localização : Catanduva SP

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum