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Evangelho Apócrifo de Judas!

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Evangelho Apócrifo de Judas!

Mensagem por Fco Oliveira em Dom Abr 07, 2013 9:51 pm



O evangelho segundo Judas

Por dois milênios, Judas foi apontado como o maior traidor de Jesus. Agora, documentos sugerem que ele pode ser sido o mais fiel de seus seguidores.
por Ana Paula Chinelli

Essa é a última palavra sobre Judas Iscariotes: ele não traiu Jesus. Não é, necessariamente, a verdadeira. Nem a mais correta. Mas é a última versão da história mais polêmica do cristianismo.

A revelação faz parte de um manuscrito redigido há cerca de 1,7 mil anos e que passou a maior parte desse tempo perdido em uma caverna no deserto egípcio.

Escrito em copta, o idioma usado na redação de manuscritos no Egito antigo, o texto não deixa qualquer dúvida sobre os segredos que promete revelar.

Na linha que abre a primeira das 13 folhas encontradas está grafado em destaque: Evangelho de Judas.
A tradução do manuscrito foi apresentada em abril, após 5 anos de trabalho.

Autenticação, restauração e decodificação foram feitas pela Fundação Mecenas, da Suíça, e bancadas pela National Geographic Society.

O resultado deixou historiadores e arqueólogos eufóricos. Afinal, descobertas como essa são raras e têm poucos precedentes – em termos de valor histórico, o evangelho pode ser comparado ao encontro dos Pergaminhos do Mar Morto, em 1947, que nos trouxe a mais antiga Bíblia conhecida, ou dos Manuscritos de Nag Hammadi, em 1948, que revelou ao mundo a existência dos evangelhos apócrifos.

Juntos, todos esses textos estão permitindo que pesquisadores reconstruam a história do nascimento da religião que mais tem fiéis no mundo. “Por 2 mil anos, acreditamos que as únicas fontes sobre a vida de Jesus eram os 4 evangelhos canônicos: Mateus, Marcos, Lucas e João.

Mas, nos últimos 50 anos, vimos que eles são apenas um pequeno exemplo entre vários textos que foram escritos nos primeiros séculos após a crucificação”, diz Elaine Pagels, professora de religião na Universidade de Princeton.

Não que o Evangelho de Judas fosse exatamente um desconhecido. Estudiosos da religião já sabiam de sua existência por causa de uma carta escrita em 178 d.C. pelo então bispo de Lyon, santo Irineu – o homem que decidiu que apenas os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João entrariam na Bíblia.

Em seu texto, Irineu citava nominalmente o Evangelho de Judas em meio a outros textos que o desagradavam pelo conteúdo “herético”.

O manuscrito recém-traduzido afirma que o único apóstolo a entender todo o significado dos ensinamentos de Jesus foi Judas. Ele mesmo, o homem cujo boneco é espancado anualmente na Páscoa brasileira. Cujo uso do nome é proibido na Alemanha.

O sinônimo definitivo de traição. E, goste ou não, a última chance de rever esse estigma sobre o apóstolo é o evangelho.

“Desconhecemos a existência de qualquer outro documento que relate a vida de Judas”, afirma Stephen Emmel, professor de estudos coptas da Universidade de Münster, na Alemanha, e um dos primeiros estudiosos a entrar em contato com o manuscrito. Estamos, portanto, diante da última palavra sobre Judas Iscariotes.

Quem foi Judas?

Judas é um personagem sem história. Com exceção de 15 citações nos evangelhos canônicos e algumas outras no Atos dos Apóstolos, quase não há registros de seu passado antes de conhecer Jesus.

Ao contrário de apóstolos como Pedro, que era pescador, ou do cobrador de impostos Mateus, a Bíblia não conta de onde ele veio ou como ganhava a vida. Um silêncio que não chega a surpreender.

“Pouco se sabe sobre Judas porque os evangelhos não tinham compromisso com a história. Eram apenas textos para orientar os cristãos e passar os ensinamentos de Jesus”, diz Gabriele Cornelli, doutor em ciências da religião da Universidade Metodista de São Paulo.

E a orientação oficial sempre foi clara: Judas era o vilão. E ponto final.
Ponto final para os fiéis, é claro. Para os pesquisadores, este é apenas o ponto de partida para dúvidas que nunca foram respondidas.

Algumas delas: assim como os outros 11 apóstolos, Judas também teve um grupo de seguidores? Quem eram eles? Há algum legado seu para o cristianismo? Qual foi a relação dele com Jesus?

Judas foi mesmo o vilão pintado pela Bíblia? As respostas, como boa parte da história do nascimento do cristianismo, passam mais por hipóteses que por fatos comprovados. Acredita-se, por exemplo, que Judas era uma espécie de outsider entre os seguidores mais próximos de Jesus.

Seu sobrenome, Iscariotes, provavelmente é uma indicação da cidade em que ele nasceu: Cariotes, ou Kerioth, ou algo bem próximo a isso – a vila nunca foi localizada com precisão.

Sabe-se que o lugarejo ficava perto de Hebron, uma importante área urbana no sul da Judéia. Mas que estava a cerca de 5 dias de viagem da Galiléia, região que abrigava o coração da religião que nascia, onde viviam Jesus e seus outros 11 apóstolos (veja mapa no quadro acima).

E o que isso quer dizer? Que Judas pode ter sido uma figura bastante importante para Jesus. Caberia a ele levar as pregações aos habitantes da Judéia. E isso não era pouco.

Vivendo no então principal centro político e econômico de onde hoje fica Israel, os habitantes da região acreditavam ser intelectualmente superiores aos moradores da Galiléia, considerados rústicos e atrasados, quase caipiras.

O fato de Judas, um local, falar bem de Jesus pode ter ajudado a abrir as portas da região para o líder forasteiro. “A existência de um Evangelho de Judas leva a crer que ele teve seguidores e nos faz supor que ele tinha forte influência na Judéia”, diz Emmel.

Para entender como Judas podia ter uma “área de influência” é preciso conhecer a estrutura do grupo de seguidores que Jesus tinha ao seu redor. Eles estavam divididos em 3 círculos.

No mais distante, ficavam os ouvintes. Eles estavam em todo o território judaico e não seguiam Jesus, mas eram simpáticos às suas pregações.

No segundo grupo estavam os discípulos, cerca de 70 pessoas que seguiam o mestre, ouviam seus discursos, anunciavam sua chegada nas cidades, faziam algumas pregações em seu nome, mas não tinham compromisso com Jesus.

Foi desse grupo que ele escolheu 12 homens a quem chamou de apóstolos (mensageiros, em grego). Eles formavam o terceiro grupo e eram os mais fiéis.

Faziam parte desse núcleo central os irmãos Pedro e André, Tiago e João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, outro Tiago (que era primo de Jesus), Judas Tadeu, Simão e Judas Iscariotes.

“Jesus e os apóstolos tinham uma relação de profundo respeito e amizade”, diz o historiador da religião João de Araújo.

Nesse grupo, alguns tinham papéis definidos. Segundo a Bíblia, cabia a Judas a administração do dinheiro recolhido durante as pregações – uma função que sugere a confiança de Jesus (mas que também pode nunca ter existido, sendo acrescentada apenas para reforçar sua afeição ao dinheiro).

A verba arrecadada cobria o custo das viagens. “Jesus foi um líder itinerante”, diz Cornelli.
Na ausência do líder, seus seguidores trabalhavam individualmente na busca por fiéis.

“Jesus tinha muita clareza do que estava fazendo. Ele organizou células no território judaico e compôs uma estrutura que deu sustentabilidade ao seu poder.

Isso explica por que o cristianismo sobreviveu mesmo depois de sua morte”, afirma o historiador André Chevitarese, professor de história antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Assim, é muito provável que cada um dos apóstolos tivesse um grupo próprio de seguidores. Afinal, apesar de falarem em nome de Jesus, eram eles que entravam em contato direto com as pessoas comuns.

Davam conselhos, pregavam, supostamente operavam milagres. E, obviamente, faziam isso a seu modo: quem ouvia Pedro tinha uma visão diferente da dos seguidores de João ou Tomé sobre os ensinamentos de Cristo.

Mais tarde, essas peregrinações individuais serviriam como a semente que germinaria diversos cristianismos diferentes nos séculos 1 e 2 d.C. – é isso mesmo que você leu, diversos cristianismos. Antes, porém, a nova religião precisaria assistir a seu episódio mais emblemático.



A traição

Judas, a Bíblia manda dizer, teve papel central na prisão de Jesus. Ele foi o alcagüete, o X-9, o ganso, o dedo-duro, enfim, o judas da história.

Levou os soldados romanos ao jardim do Getsêmani, onde alguns apóstolos e seguidores estavam reunidos e, à frente dos guardas, deu o famoso beijo que identificou o líder do grupo. Resumindo, Judas traiu Jesus. Simples assim.

Essa é a história conhecida por todos. Ou pelo menos era, até os pesquisadores da Fundação Mecenas traduzirem o Evangelho de Judas.

Em 26 páginas, o documento narra os episódios ocorridos durante a semana que antecede a Páscoa judaica no ano de 33 d.C. (os dias imediatamente anteriores à prisão de Jesus) e mostra uma versão completamente diferente da que tínhamos acesso até hoje.

No relato, Judas é descrito como o discípulo mais próximo de Jesus, o único capaz de compreender a essência de seus ensinamentos. A profundidade da relação entre os dois aparece, por exemplo, numa passagem em que Cristo desafia os apóstolos ao zombar do comportamento deles.

Rindo, acusa-os de não rezar por vontade própria, mas apenas por acreditarem que assim agradariam a Deus.

Enquanto os apóstolos, ofendidos com a bronca levada, “começaram a blasfemar contra Jesus em seus corações” (nas palavras do evangelho), Judas mostra ser o único a entender as palavras do líder.

Impressionado, Jesus o chama em particular para dizer: “Se afaste dos outros e eu lhe contarei os mistérios do Reino. Você pode entendê-los, mas vai sofrer por isso”.
E quais foram os segredos revelados?

Nos manuscritos, Jesus fala sobre um mundo superior, habitado pelo verdadeiro Deus, um espírito bom “que nunca foi chamado de nenhum nome” e que deu origem a uma linhagem de anjos de onde saiu o criador da Terra.

Adorado pelos judeus e citado no Antigo Testamento, este seria um Deus inferior, cuja criação aprisiona o espírito do homem. Para nos salvar e encontrar o Deus bom, precisaríamos buscar nossa porção divina interior e nos libertar desse mundo.

Por fim, Jesus revela que Judas será superior a todos os homens porque ”sacrificará o homem que me veste”. E revela a missão do discípulo: matar a parte física para livrar o mestre de seu corpo, ou seja, do reino inferior que aprisionava o espírito divino de Jesus.

Judas cumpre à risca as ordens: imediatamente procura os sacerdotes para denunciar o líder. Pelo serviço, embolsou algum dinheiro – o valor não é especificado. Nesse momento, o evangelho acaba, abruptamente.

A idéia de que Cristo não só sabia de sua morte como permitiu que ela acontecesse não é exatamente uma novidade. Nos textos bíblicos, Jesus avisa pelo menos 3 vezes a seus seguidores que será morto.

Aponta, inclusive, a traição por um de seus discípulos. O que o Evangelho de Judas acrescenta a essa história é que Jesus teve um cúmplice para ajudá-lo a cumprir seu destino. “Nesse texto, Judas não é o seguidor mau que trai seu mestre.

Ele é o amigo mais próximo, o que o compreendia melhor, que o entregou para as autoridades porque assim Jesus queria”, afirma o historiador Bart Ehrman, professor do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, e integrante da equipe que traduziu o evangelho.

Apresentar Judas como alguém que agiu a serviço de Jesus é uma história bastante diferente das contadas em todas as fontes disponíveis – os evangelhos canônicos, o Atos dos Apóstolos e os textos apócrifos.

Mas, antes mesmo da descoberta do novo evangelho, outros textos já passavam longe de pintar Judas como grande vilão da história, ou então como uma pessoa gananciosa e demoníaca.

O Evangelho de Marcos, escrito por volta de 65 d.C. e considerado pelos historiadores o mais velho entre os 4 canônicos, cita Judas nominalmente apenas 3 vezes, afirma ser ele o responsável pela traição mas diz que a recompensa em dinheiro foi oferecida pelos sacerdotes.

A partir daí, a imagem de Judas na Bíblia vai se tornando progressivamente má. Mateus, escrito por volta do ano 80 e o segundo mais antigo, atribui a traição à ganância de Judas, dizendo que teria denunciado Jesus em troca das famosas 30 moedas de prata – o preço de um escravo na época.

Mas relata seu remorso ao ver que Cristo foi condenado e conta que Judas reconheceu que tinha entregado um justo, devolvendo as moedas e depois se enforcando. Lucas, o seguinte na lista, diz que “Satanás entrou em Judas” e, por isso, ele traiu Cristo.

O texto de João, que teria sido escrito no início do século 2, diz que, além de possuído pelo demônio, Judas também era ganancioso e ladrão.

Em textos apócrifos, outras hipóteses são levantadas. Uma delas diz que os primeiros cristãos esperavam que Jesus lutasse com armas contra Roma.

Decepcionado com a covardia do mestre, Judas o teria entregado. Outra versão diz que, ao delatar Jesus, Judas pretendia precipitar uma revolta no povo de Jerusalém, que libertaria seu líder e o colocaria no trono.

Uma espécie de golpe à Jânio Quadros – só que, enquanto Jânio foi para casa, o erro estratégico de Judas levou seu líder à cruz. Para Craig Evens, estudioso de assuntos bíblicos do Acadia Divinity College, no Canadá, tantas versões distintas sobre o mesmo tema revelam muito sobre a Bíblia.

“Um dos evangelhos afirma que Judas agiu por dinheiro, outro não cita motivações, dois falam em ação demoníaca. Creio que essas versões tão distintas deixam claro que os escritores do Novo Testamento não sabiam exatamente quem era Judas Iscariotes.”

Primeiros cristãos

Depois que foi crucificado, a Bíblia conta, Jesus ressuscitou e ordenou aos apóstolos propagar a fé em Deus por toda parte. Se a ressurreição aconteceu ou não é questão de crença religiosa.

Mas que os seguidores de Cristo se espalharam pelo mundo, não há dúvida – até porque a perseguição dos sacerdotes judeus fazia de Jerusalém um território para lá de perigoso. Judas Tadeu e Simão seguiram para a Pérsia.

João percorreu a Turquia e se instalou em Éfeso, um dos primeiros centros do cristianismo. Pedro viajou para Roma (veja por onde passaram outros apóstolos no mapa da página 63).

Se enquanto Jesus estava vivo cada discípulo já contava a história ao seu modo, depois da crucificação as versões se multiplicaram. Quando os apóstolos morreram sem deixar instruções por escrito, então, já não havia como esclarecer dúvidas.

Circulavam centenas de versões para os mesmos fatos. Cristo era divino ou não? Divino por inteiro ou só parcialmente? Quem, afinal de contas, era Deus? Como existia mais de uma resposta para a mesma pergunta, em poucos anos o tronco original do cristianismo – as idéias e relatos de Jesus – se ramificou em diversos galhos.

Os ebonitas, por exemplo, pregavam obediência às leis do judaísmo. Os marcionistas diziam que o deus judaico não era o Deus do Novo Testamento. Fala-se que os carpocracianos faziam troca de casais (tudo bem santo e em nome de Deus, é claro).

Resultado: na metade do século 1, apenas 20 anos após a morte de Jesus, o cristianismo era formado por diversas correntes, muitas contraditórias entre si. E tinha, pelo menos, 3 dezenas de evangelhos diferentes – os textos que narram a passagem de Cristo pela Terra.

Destes, apenas os de Marcos, Mateus, Lucas e João acabaram reconhecidos pela doutrina da Igreja. Os demais, acusados de propagar heresias, jamais foram acolhidos pelas autoridades católicas.

Os textos excluídos eram atribuídos a Maria Madalena, Judas, Tomé, Pedro e, agora se sabe, até a Judas.

“A maior importância na descoberta desse novo manuscrito é comprovar a existência de uma diversidade de opiniões no cristianismo primitivo”, diz Marvin Meyer, especialista em Bíblia da Universidade Chapman, nos EUA, e coordenador da tradução do Evangelho de Judas.

Como é consenso entre historiadores que os evangelhos não foram escritos pelos discípulos de Jesus que levam seus nomes, mas por seguidores deles, resta a dúvida: quem, afinal, era o tal fã do bad boy da história?

“É muito difícil identificar o autor do texto. O máximo que podemos é saber o perfil dele: um cristão simpático ao lado místico da religião”, diz Meyer.

E quando fala em “lado místico da religião”, Meyer dá a senha para resolver o mistério. Para ele, o Evangelho de Judas foi redigido em alguma comunidade gnóstica, um desses galhos do cristianismo primitivo.

A suposição pode ser confirmada por documentos históricos. Afinal, o próprio Irineu, perto de 180 d.C., identificou os autores do evangelho como gnósticos.

Ao contrário do que muitos afirmam, esse não eram um ramo dissidente do cristianismo. Pelo contrário: gnósticos eram bastante influentes nos primeiros séculos após a crucificação, pregando que o homem conseguiria a salvação se conhecesse Deus – gnosis, em grego, significa conhecimento.

Lembra-se do motivo pelo qual Jesus disse a Judas que precisava morrer? É exatamente disso que estamos falando.

Gnósticos acreditavam que os homens se libertariam da prisão do corpo quando conhecessem a parcela divina que tinham dentro de si.

“Eles diziam que o mundo foi criado por um outro Deus, mau, e que o corpo material era uma prisão do espírito”, afirma o frei franciscano Jacir Freitas de Faria, professor do Instituto São Tomás de Aquino, em Belo Horizonte, e um dos principais estudiosos dos gnósticos no Brasil.

Não é à toa, portanto, que o Evangelho de Judas é considerado pelos pesquisadores como fortemente influenciado pelo pensamento gnóstico. “Esse evangelho mostra um modo completamente diferente de entender Deus, o mundo, Cristo, a salvação e a existência humana”, completa.

Esse modo reflete o pensamento dos gnósticos.

A dúvida que fica é como um grupo de gnósticos concluiu que o suposto vilão é o verdadeiro mocinho da história. Na Bíblia, há duas versões para o destino de Judas.

O Evangelho de Mateus conta que, tomado de remorso, ele devolveu as 30 moedas que havia recebido pela traição e se enforcou.

Mas, segundo o Atos dos Apóstolos, Judas comprou um terreno com o dinheiro e, “tombando para a frente, arrebentou-se pelo meio, e todas as entranhas se derramaram”.

“As versões da morte de Judas narradas na Bíblia são inconciliáveis, mas são os únicos relatos que temos”, afirma Chevitarese.

Mas, se Judas foi culpado pela traição e morreu tão cedo, como reuniu seguidores para escreverem seu evangelho? O professor Stephen Emmel formula duas hipóteses: ou Judas teve tempo de contar suas conversas com Cristo antes de se matar; ou não morreu tão cedo.

“Quem escreveu o texto de Judas pensava que ele era um discípulo muito importante”, diz. “Acreditava que alguns ensinamentos especiais foram transmitidos por Cristo a Judas. E apenas a ele.”



A história oficial

No 1º século do cristianismo, o excesso de versões para as palavras de Jesus não era um problema. Mas, em 178 d.C., o bispo Irineu, de Lyon, resolveu unificar a Igreja. Queria fortalecer o cristianismo e controlar melhor os fiéis.

Determinou, então, que apenas 4 evangelhos contavam a história verdadeira do filho de Deus e, portanto, deveriam ser os únicos seguidos pelos cristãos. O de Judas foi descartado.

Os critérios que orientaram a escolha de Irineu foram subjetivos. O primeiro, dizem historiadores, foi a facilidade de compreensão, já que os textos precisariam ser lidos em voz alta para os fiéis – afinal, a maioria era analfabeta.

O segundo ponto era a idade: os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João estavam entre os mais antigos, escritos entre 65 e 95 d.C. O terceiro argumento foi o número 4, considerado especial por Irineu – porque havia “4 ventos e 4 direções (norte, sul, leste e oeste)”, como escreveu o próprio bispo.

E, por óbvia conclusão, 4 evangelhos. Deu para entender a lógica?
É claro, a história relatada no evangelho também foi levada em conta. Irineu representava o cristianismo ocidental, ligado aos legados do apóstolo Pedro, que pregou em Roma.

Ele não aceitava – na verdade, rejeitava – os pensamentos gnósticos. “Os gnósticos diziam que a salvação vinha pelo autoconhecimento. Assim, acreditavam que não precisavam freqüentar cultos e igrejas ou ter um padre como intermediário.

Também afirmavam que a morte de Cristo na cruz serviu para libertá-lo da prisão que era seu corpo, mas seu sofrimento não poderia salvar os homens que aderissem à Igreja Católica”, diz Jacir de Faria.

Na prática, a pregação gnóstica não era nada interessante para um bispo que tinha como objetivo fortalecer a Igreja. Evangelhos como o de Judas, Tomé e até o de Pedro receberam o carimbo de heréticos.

“Os líderes da Igreja queriam que o Novo Testamento fosse uma guia do que os fiéis deveriam aprender. Por isso, os 4 evangelhos oficiais são livros óbvios, claros. Os textos proibidos, não.

Eles são místicos, inesperados, paradoxais, mais próximos à cabala judaica. São para iniciados que querem se aprofundar na fé”, diz Elaine Pagels.

Ao fazer suas escolhas, Irineu selou o destino de Judas. Um exemplo: por que Pedro, que negou Cristo 3 vezes, jamais teve sua virtude colocada em dúvida e não entrou para a história como traidor? “Pedro, chefe da Igreja em Roma, tinha de ser o herói.

A Igreja elegeu Judas como vilão já que um dos 12 deveria trair”, diz o historiador Chevitarese.

“Judas serve como exemplo para amedrontar os cristãos que não seguirem o Evangelho”, comenta Jacir.

“O cristianismo precisa desses arquétipos. Destruí-los é mexer nas bases que o sustentam.” Foi mais seguro para Irineu, portanto, ficar com os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João, que seguiam linhas parecidas e não feriam os princípios de que Pedro era o apóstolo mais próximo de Cristo e Judas, o traidor.

(Para quem ficou curioso ao perceber que Marcos e Lucas não integravam a lista original de apóstolos, o esclarecimento: Marcos era sobrinho de Pedro. Lucas, amigo de Paulo, que se tornou apóstolo após a crucificação, segundo ele, “por vontade de Deus”.)

Não chega a ser surpresa, portanto, que a Igreja tenha recebido com frieza a descoberta dos manuscritos.

Ainda que pesquisadores como Marvin Meyer, coordenador dos trabalhos de tradução, defendam uma “reavaliação da figura histórica de Judas Iscariotes”, o Vaticano veio a público negar a benção ao novo evangelho.

Walter Brandmuller, presidente do Comitê para Ciência Histórica do Vaticano, chamou o texto de “produto de fantasia religiosa”.

E, na primeira missa após a divulgação do evangelho, o próprio papa Bento 16 fez questão de apresentar sua opinião sobre o tema. Não aliviou nas palavras.

“O que deixa o homem imundo? A rejeição ao amor, o não querer ser amado e o não amar. É a soberba de acreditar que não precisa de purificação, a rejeição da vontade salvadora de Deus.

Em Judas, vemos a natureza dessa negação com mais clareza. Ele valorizou Jesus segundo os critérios do poder e do sucesso”, disse.

“A Igreja nunca vai aceitar a versão que absolve Judas da traição. Na visão dela, o pecado de Judas existiu e se deve ao mau uso de sua liberdade.

Afinal, ele tinha livre-arbítrio para escolher não entregar Cristo. Não foi um ato inevitável, nem um fatalismo”, diz o historiador da religião João de Araújo.

O frei Jair de Faria concorda. “Judas somos todos nós quando traímos o projeto do Evangelho. O recado é claro: na dúvida, melhor não trair.” Judas que o diga.

Fco Oliveira
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Re: Evangelho Apócrifo de Judas!

Mensagem por Fco Oliveira em Seg Abr 08, 2013 4:27 pm

O EVANGELHO DE JUDAS

INTRODUÇÃO: O COMEÇO


O relato secreto da revelação, que
Jesus falou em conversa com Judas
Iscariotes, durante uma semana, três dias
antes de que ele celebrasse a Páscoa.

O MINISTÉRIO TERRESTRE DE JESUS

Quando Jesus apareceu na Terra, ele execut
ou milagres e grandes maravilhas
para a salvação da humani
dade. E desde então alguns
[caminharam] de maneira
reta, enquanto outros participaram de trans
gressões, e os doze discípulos foram
chamados.
Ele começou a falar com eles sobre
os mistérios de além mundo e o que
aconteceria no fim. Freqüentemente ele não aparecia aos seus discípulos como ele
mesmo, mas ele se achava entre eles como uma criança.

CENA 1: Jesus dialoga com seus discípulos: A oração de ação de graças
ou eucaristia

Um dia Jesus estava com seus discípulos na Judéia, e ele os encontrou
reunidos e sentados em atitude piedos
a. Quando ele [se aproximou] seus
discípulos, [34] reunidos e sentados of
ereceram uma oração de ação de graças
sobre o pão, [ele] riu. Os discípulos di
sseram-[lhe], “Mestre, por que estás rindo de
[nossa] oração de ação de graças? Nós fizemos o que é certo.”
Ele respondendo disse-lhes, “Eu não estou rindo de vocês. [Vocês] não estão
fazendo isto devido às suas próprias vont
ades, mas sim porque é
através disto que
seu deus [será] louvado.” Eles disseram, “Me
stre, tu és [...] o filho de nosso deus.”
Jesus disse-lhes, “Como vocês me c
onhecem? Verdadeiramente [eu] digo a
vocês, nenhum membro da geração das pe
ssoas, que estão entre vocês, me
conhecerá.”

OS DISCÍPULOS SE ZANGAM

Quando seus discípulos ouviram isto, come
çaram a ficar bravos e enfurecidos, e
começaram a blasfemar contra
Jesus em seus corações.
Quando Jesus observou a falta de [entendim
ento deles, ele disse-] lhes, “Por
que esta agitação os enfureceu? Seu deus, que
está dentro de vocês, e [...], [35]
provocou a fúria [dentro] de suas almas.
[Deixe] qualquer um de vocês, que seja
[bastante forte] entre os se
res humanos, manifestar o huma
no perfeito, e se levante
ante minha face.” Todos eles di
sseram, “Nós temos a força”.

Mas seus espíritos não ousaram ficar de pé ante [Jesus], com exceção de
Judas Iscariotes. Ele foi capaz de levant
ar-se ante Jesus, mas não pôde olhá-lo nos
olhos, e Judas virou sua face.
Judas [disse-] lhe, “Eu sei quem tu és e de onde vieste. Tu és do reino imortal
de Barbelo, e eu não sou merecedor de pr
oferir o nome daquele que ti enviou.”

JESUS FALA COM JUDA
S PARTICULARMENTE

Sabendo que Judas estava refletindo s
obre algo que era exaltado, Jesus disse-
lhe, “Afaste-se dos outros e eu lhe contarei
os mistérios do rei
no. É possível você
alcançá-lo, mas você sofrerá muito. [36]
Pois outra pessoa o substituirá, para que
os doze [discípulos] possam vir novam
ente a se realizar com seu deus.”
Judas disse-lhe, “Quando tu me contarás
estas coisas, e [quando] virá o grande
dia de luz amanhecer para a geração?”
Mas quando ele disse isto, Jesus o deixou.


CENA 2: Jesus aparece novamente para seus discípulos

Na manhã seguinte, depois do que acont
eceu, Jesus [apareceu] para seus
discípulos novamente.
Eles lhe disseram, “Mestre para o
nde foste e o que fizeste quando tu nos
deixaste?”
Jesus disse-lhes, “Eu fui para uma
outra geração grande e santa.” Seus
discípulos lhe disseram, “Senhor, o que
é a grande geração, que é superior a nós e
mais santa que nós, que não está agora nestes reinos?”
Quando Jesus ouviu isto, ele riu e disse-l
hes, “Por que vocês estão pensando,
em seus corações, na geração forte e s
anta? [37] Verdadeiramente [eu] digo a
vocês que ninguém nascido [deste] éon ve
rá essa [geração], e nenhuma hoste
angelical das estrelas regerá aquela geração, e nenhuma pessoa de nascimento
mortal pode-se associar com ela,
porque aquela geração não vem de [...] que se
tornou [...]. A geração das pessoas dentre [vocês] é proveniente da geração da
humanidade [...] poder, o qual [... os] outros poderes [...] pelo [qual] vocês regem.”
Quando [seus] discípulos ouviram isto, fi
caram preocupados em espírito. Não
puderam dizer uma só palavra.

Num outro dia apareceu-[lhes] Jesus. El
es disseram [a ele], “Mestre, nós o
vimos em uma [visão], porque tivemos grand
es [sonhos...] noite [...].” [Ele disse],
“Por que têm [vocês... quando] [ você
s ] foram se esconder?” [38]

OS DISCÍPULOS VÊEM O TEMPLO E DISCUTEM O OCORRIDO

Eles [disseram, “Nós vimos] uma grande
[casa com um grande] altar [nela, e]
doze homens—eles são os sacerdotes, nós
diríamos—e um nome; e uma multidão
de pessoas que está esperando naquele altar,
[até] os sacerdotes [... e recebem]
as oferendas. [Mas] nós ficamos esperando.” [Jesus disse], “Como são [os
sacerdotes]?
Eles [disseram, “Alguns...] duas semanas
; [alguns] sacrificam seus próprios
filhos, outros suas esposas, em louvor
[e] humildade entre si; alguns com os

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Re: Evangelho Apócrifo de Judas!

Mensagem por Fco Oliveira em Seg Abr 08, 2013 4:30 pm

Fraternitas Rosicruciana Anti
qua – Tradição Huiracocha
3

homens; alguns estão envolvidos em [m
assacres]; alguns cometem uma multidão
de pecados e de ações ilegais. E os ho
mens que estão de pé [ante ] o altar
invocam teu [nome], [39] e em todas as s
uas ações deficientes, os sacrifícios são
concluídos [...].” Depois que disseram isto
, eles ficaram quietos, porque estavam
preocupados.


JESUS OFERECE UMA INTERPRETAÇÃO ALEGÓRICA DA VISÃO DO
TEMPLO

Jesus disse-lhes, “Por que vocês est
ão aborrecidos? Verdadeiramente eu digo a
vocês, todos os sacerdotes que esta
vam de pé ante aquele altar invocavam meu
nome. Novamente eu digo-lhes
, meu nome foi escrito nisto [...] das gerações das
estrelas através das gerações humanas. [E
eles] plantaram árvores sem frutos, em
meu nome, de uma maneira vergonhosa.”
Jesus disse-lhes, “Aqueles que vocês
viram recebendo as oferendas no altar—aqueles são vocês. Esse é o deus que
vocês servem, e vocês são aqueles doze homens que vocês viram. O gado que
vocês viram sendo trazido para o sacrifício são as várias pessoas que vocês
desencaminharam [40] diante daquele altar.
[...] estarão de pé e farão uso de meu
nome deste modo, e gerações de piedosos
permanecerão leais a ele. Depois disto
um outro homem estará lá de pé [pelos fo
rnicadores], e outro [irá] se levantar lá
pelos assassinos de crianças, e outro pel
os que dormem com homens, e pelos que
se privam, e pelo resto das pessoas de
poluição, e ilegalidade e erro, e os que
dizem, ‘Nós somos como os anjos’; eles são as estrelas que trazem tudo à sua
conclusão. Pois foi dito às gerações
humanas, “Vejam, Deus recebeu vosso
sacrifício das mãos de um sacerdote—i
sso é, de um ministro do erro. Porém é o
Senhor, o Senhor do universo que comanda ‘No último dia eles serão
envergonhados’”. [41]
Jesus disse-[lhes], “Parem de sacr[ifica
r...] o que vocês têm [...] sobre o altar,
desde que eles estão sobre suas estrelas e
seus anjos e já lá chegaram às suas
conclusões. Assim os deixem ser [enlaç
ados] antes de vocês, e os deixem ir [—
aproximadamente 15 linhas se perderam—]
gerações [...]. Um padeiro não pode
alimentar toda a criação [42]
existente debaixo do [céu]. E [...] para eles [...] e [...]
para nós e [...].

Jesus disse-lhes, “Parem de lutar comi
go. Cada um de vocês tem sua própria
estrela, e tod[os —aproximadamente 17
linhas se perderam—] [43] em [...] quem
veio [... fonte] para a árvore [...] dest
a eternidade [...] durante um tempo [...] mas
ele veio para molhar o paraíso de Deus
, e a [geração] que dur
ará, porque [ele] não
poluirá o [caminho de vida da]quela ger
ação, mas [...] por toda a eternidade.”

JUDAS PERGUNTA A JESUS SOBRE
AQUELA GERAÇÃO E SOBRE AS
GERAÇÕES HUMANAS

Judas disse a [ele, “Rabbi], que tipo de fruto esta geração produz?” Jesus disse-
lhe, “As almas de todas as gerações
humanas morrerão. Porém, quando estas
pessoas completaram o tempo do reino e
o espírito as deixar, seus corpos
morrerão, mas suas almas estarão vivas,
e eles serão levados.” Judas disse, “E o
que fará o resto das gerações humanas?” Je
sus disse, “É impossível [44] plantar

sementes nas [pedras] e colher seus fr
utos. [Esta] também
é a maneira [...] a
geração [poluída] [...] e a Sophia corrup
tível [...] a mão que criou as pessoas
mortais, de forma que suas almas v
ão até os reinos eternos do alto.
[Verdadeiramente] eu lhes digo, [...]
anjo [...] poder poderá ver que [...] estes para
quem [...] gerações santas [...].”
Depois, que Jesus disse isto, partiu.


CENA 3: Judas narra uma visão e Jesus responde

Judas disse, “Mestre, como tu escutaste
a todos eles, agora também escuta-me,
pois eu tive uma grande visão”.
Quando Jesus ouviu isto, ele riu e disse-lhe,
“Você décimo terceiro espírito, por
que tenta sem se abater?
Mas fala, e eu serei indulgente com você.”
Judas disse-lhe, “Na visão eu me vi
sendo apedrejado pelos doze discípulos,
que estavam perseguindo- [45] [me severa
mente]. E eu também vim para o lugar
onde [...] depois de ti. Eu vi [uma
casa...], e meus olhos não puderam
[compreender] seu tamanho. Grandes pessoas
estavam cercando-a, e aquela casa
[ tinha ] um telhado de verdura, e no meio
da casa havia [uma multidão—faltam
duas linhas—], dizendo, ‘Mestre, leva
-me juntamente com estas pessoas’”.
[Jesus] respondeu-lhe dizendo, “Judas, sua
estrela o desviou.” Ele continuou,
“Nenhuma pessoa de nascimento mortal é
merecedora de entrar na casa que você
viu, pois aquele lugar está reservado par
a o sagrado. Nem o sol nem a lua regerão
lá, nem o dia, mas o sagrado lá habitará
sempre, no reino eterno com os anjos
santos. Olhe, eu lhe expliquei
os mistérios do reino [46] e eu lhe ensinei sobre o
erro das estrelas; e [...] envie-o [...] nas doze eternidades.”

JUDAS PERGUNTA SOBRE SEU PRÓPRIO DESTINO

Judas disse, “Mestre, poderia ser que
minha semente estivesse debaixo do
controle dos regentes?” Jesus re
spondeu-lhe dizendo, “Venha, que eu [—duas
linhas que perderam—], mas isso você sofr
erá muito quando você vir o reino e toda
sua geração.” Quando Judas ouviu isto, el
e disse, “Qual foi o bem que eu recebi?
Pois tu me separaste para aquela geração.”
Jesus, respondendo, disse-lhe, “Você se
tornará o décimo terceiro, e será
amaldiçoado pelas outras gerações—e você
regerá sobre elas. Nos últimos dias
eles amaldiçoarão sua ascensão [47] para a [geração] santa.”

JESUS ENSINA COSMOLOGIA A JU
DAS SOBRE: O ESPÍRITO E O AUTO-
GERADO

Jesus disse, “[Venha], para que eu possa lh
e ensinar acerca dos [segredos] que
nenhuma pessoa [jamais] viu. Pois lá
existe um grande e ilimitado reino cuja
extensão nenhuma geração de anjos jamais vi
u, [no qual] há [um] grande [Espírito]
invisível, o qual nenhum ol
ho, de qualquer anjo, jamais
viu, nenhum pensamento do
coração jamais compreendeu, e nunc
a foi chamado por qualquer nome.
“E uma nuvem luminosa lá apareceu. Ele disse, ‘Permita que um anjo nasça
para ser meu criado.’

Fco Oliveira
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Re: Evangelho Apócrifo de Judas!

Mensagem por Fco Oliveira em Seg Abr 08, 2013 4:33 pm

Fraternitas Rosicruciana Anti
qua – Tradição Huiracocha
5

“Um grande anjo, o divino iluminado Auto
-gerado, emergiu da nuvem. Por causa
dele, quatro outros anjos nasceram de um
a outra nuvem, e eles se tornaram
criados para o anjo Auto-gerado.
O Auto-gerado disse, [48] ‘Permite [...] nasça [...]’,
e nasceu [...]. E ele [criou] a primeira lumi
nária para reinar sobre ele. Ele disse,
‘Permita que os anjos nasçam para serv
i-[lo]’, e miríades,
um sem número,
nasceram. Ele disse, ‘[Deixe] um éon ilumi
nado nascer,’ e ele nasceu. Ele criou a
segunda luminária [para] reinar sobre ele,
juntamente, com mi
ríades de anjos para
servi-lo. Isso é como ele criou o rest
ante dos éons iluminados. Ele os fez reinar
sobre eles, e criou para eles inum
eráveis anjos, para assisti-los.

ADAMAS E AS LUMINÁRIAS

“Adamas estava na primeira nuvem luminosa, que nenhum anjo jamais viu entre
tudo aquilo chamado ‘Deus’. Ele [49] [...]
que [...] a imagem [...] e pela semelhança
d[este] anjo. Ele fez a incorruptível [geraç
ão] de Seth aparecer [...] os doze [...] os
vinte e quatro [...]. Ele fez setenta e
duas luminárias aparecerem na geração
incorruptível, conforme a vontade do Espí
rito. As setenta e duas luminárias
mesmas fizeram aparecer trezentas e sess
enta luminárias na geração incorruptível,
de acordo com a vontade do Espírito, de m
aneira que o número delas deveria ser
de cinco para cada uma. “Os doze éons das doze luminárias constituem o pai
delas, com seis céus para cada éon, de m
aneira que há setenta e dois céus para
as setenta e duas luminária
s, e para cada uma [50] [delas, cinco] firmamentos,
[para um total de] trezentos e sessent
a [firmamentos...]. A elas foi dada autoridade
e uma [grande] hoste [inumerável] de anjos
, para glória e adoração, [e depois disso
também] espíritos virgens, para glória e [
adoração] de todos os éons e dos céus e
dos firmamentos deles.

O COSMOS, O CAOS, E O MUNDO INFERIOR

“A multidão constituída desses imor
tais é chamada de cosmos—isto é,
perdição—pelo Pai e pelas setenta e duas luminárias, que estão com os Auto-
gerado e seus setenta e dois éons. Nele
o primeiro humano apareceu com seus
poderes incorruptíveis. E o éon que apar
eceu com sua geração, o éon no qual
estão a nuvem do conhecimento e o anjo,
é chamado [51] El
. [...] éon [...
] depois
disso [...] dito, ‘Permita que os doze anjos apareçam [para] governar o caos e o
[mundo inferior]’. E veja, da nuvem apareceu
um [anjo] cuja face relampejava com
fogo e cuja aparência foi sujada com s
angue. O nome dele era Nebro, que quer
dizer ‘rebelde’; outros o chamam Yaldabaot
h. Outro anjo, Saklas, também veio da
nuvem. Assim Nebro criou seis anjos—ass
im como também Saklas—para serem
assistentes, e estes produziram doze anjos
nos céus, com cada um recebendo uma
porção nos céus.

OS GOVERNANTES E OS ANJOS

“Os doze governantes falaram com os doze anjos: ‘Permite, cada um de vocês,
[52] [...] e os deixaram [...] geraç
ão [—uma linha se perdeu—] anjos’:
O primeiro é [S]eth que é chamado Cristo.
O [segundo] é Harmathoth que é [...].
O [terceiro] é Galila.

Fraternitas Rosicruciana Anti
qua – Tradição Huiracocha
6

O quarto é Yobel.
O quinto [é] Adonaios.
Estes são os cinco que regem o mundo in
ferior e, preponderantemente, o caos.

A CRIAÇÃO DA HUMANIDADE

“Então Saklas disse aos seus anjos, ‘Criemos um ser humano segundo a
semelhança e a imagem’. Eles moldaram
Adão e sua esposa Eva, que é chamada,
na nuvem, de Zoe. Pois por este nome
todas as gerações buscam o homem, e
cada uma delas chama a mulher por este
s nomes. Agora, Sakla não [53] con
[trolou...] exceto [...] as gera[ções...] isto
[...]. E o [governante] disse a Adão, ‘Você
viverá muito tempo, com seus filhos’”.


JUDAS PERGUNTA SOBRE O DESTIN
O DE ADÃO E DA HUMANIDADE

Judas disse a Jesus, “[O que] é uma lo
nga duração de tempo, a qual o ser
humano viverá?” Jesus disse, “Por que
você está desejando saber isto? Aquele
Adão, com a geração dele, viveu seu te
mpo de vida no local onde ele recebeu seu
reino, com longevidade
junto com seu regente?”
Judas disse a Jesus, “O
espírito humano morre?”

Jesus disse, “Foi por isso que Deus ordenou a Miguel que desse os espíritos
das pessoas a elas como um empréstimo
, de maneira que elas
poderiam oferecer
serviço, mas o Altíssimo ordenou a Gabr
iel que concedesse espíritos à grande
geração sem regente sobre ela—
isto é, sobre o espírito e a alma. Então, o [resto]
das almas [54] [—uma linha se perdeu—].

JESUS DISCUTE A DESTRUIÇÃO DO MAL COM JUDAS E OS OUTROS

“[...] luz [—quase duas linhas se perderam
—] ao redor [...] dei
xe [...] espírito
[isso é] dentro de você mora nesta [car
ne] entre as gerações de anjos. Mas Deus
fez com que o conhecimento fosse [dado]
para Adão e aqueles que estavam com
ele, de forma que os reis do caos e do mundo inferior não poderiam controlar o
conhecimento deles.”
Judas disse a Jesus, “Assim
o que farão essas gerações?”
Jesus disse, “Verdadeiramente eu lhe digo,
para todos eles as estrelas trazem a
conclusão dos assuntos. Quando Saklas
completar o lapso de tempo designado
para ele, a primeira estrela deles aparec
erá com as gerações, e eles terminarão o
que disseram que fariam. Então eles fornic
arão em meu nome, e matarão as suas
crianças [55] e eles irão [...] e [—aproximadamente seis linhas e meia se
perderam—] meu nome, e ele irá [...] sua es
trela sobre o [décimo]terceiro éon.”
Depois disso Jesus [riu].
[Judas disse], “Mestre, [por que tu estás rindo de nós]?”
[Jesus] respondeu [e disse], “eu não estou ri
ndo [de vocês] mas sim do erro das
estrelas, porque estas seis estrelas v
agam, aproximadamente, com estes cinco
combatentes, e todos eles serão destr
uídos junto com suas criaturas.”
JESUS FALA DOS QUE SÃO BATIZ
ADOS, E DA TRAIÇÃO DE JUDAS

Judas disse a Jesus, “Olha, o que far
ão os que foram batizados em teu nome?”
Jesus disse, “Verdadeiramente eu digo [a
você], este batismo [56] [...] meu
nome [—aproximadamente nove linhas se
perderam—] para mim. Verdadeiramente
[eu] digo a você, Judas, [aqueles que] ofereçam sacrifícios a Saklas [...] Deus [—
três linhas se perderam—] tudo que é mau.

“Mas você excederá a todos eles. Pois
você sacrificará o homem que me
reveste.
Seu chifre(sua taça?) já foi elevado, s
ua ira foi acendida, sua estrela mostrou-se
brilhantemente, e seu coração tem [...]. [57]

“Verdadeiramente [...] seu último [...] torna-se [—aproximadamente duas linhas
e meia se perderam—], aflija [—aproxim
adamente duas linhas se perderam—] o
regente, desde que ele será destruído. E
então a imagem da grande geração de
Adão será exaltada, previamente para o
céu, a Terra, e os anjos, aquela geração,
que é dos reinos eternos, existe. Olhe, a
você tudo foi contado. Erga seus olhos
para cima e olhe para a nuvem e para a lu
z dentro dela e para as estrelas que a
cercam. A estrela que conduz o caminho é a sua estrela.”
Judas ergueu os olhos e viu a nuvem lu
minosa, e entrou nela. Os que estavam
em pé no chão ouviram uma voz que vinha da
nuvem, dizendo, [5
8] [...] grande
geração [...] ... imagem [...] [—aproxima
damente cinco linhas se perderam—].

CONCLUSÃO: JUDAS TRAI JESUS

[...] Os Altos Sacerdotes murmuraram
porque [ele] havia entrado no quarto de
hóspedes para fazer sua oração. Mas alguns
escribas estavam lá observando
cuidadosamente para prendê-lo durante sua
oração, porque eles tinham medo das
pessoas, desde que ele foi considerado por
todos como um profeta. Eles
aproximaram-se de Judas e disseram-lhe, “O que você está fazendo aqui? Você é
um discípulo de Jesus”.
Judas lhes respondeu como eles desejav
am. E ele recebeu algum dinheiro e ele
o entregou para eles.




THE GOSPEL OF JUDAS MEYER
TRAD

PORT

DA
FRA




(Tradução FRA
)


Aula Lucis Central

Rua Sabóia Lima, 77 Tijuca – Tel/Fax: 2254-7350 / 2569-5027
Rio de Janeiro – RJ - Brasil
Cep: 20521-250

Home Page:.
http://www.fra.org.br


E-mail:
fraternitas@fra.org.br


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Re: Evangelho Apócrifo de Judas!

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