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A Criação do Mito Yeshua Judaísmo ou Jesus do Cristianismo!

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A Criação do Mito Yeshua Judaísmo ou Jesus do Cristianismo!

Mensagem por Fco Oliveira em Ter Set 27, 2011 5:24 pm





A CRIAÇÃO DO MITO YESHUA DOS JUDEUS MESSIANICOS OU O JESUS CRISTO DO CRISTIANISMO por Fernando Silva.
Os evangelhos não se pretendiam uma narrativa
história mas um "midrash" (uma composição de trechos das Escrituras que, do
ponto de vista do autor, estão relacionados e confirmam a mensagem que ele quer
transmitir).

Ou parábolas com o enxerto de referências históricas. A intenção
dos evangelistas não era registrar com precisão os fatos mas transmitir
ensinamentos religiosos.


Paulo foi um dos principais criadores da figura mitológica do Yeshua do judaismo messianico ou do Jesus Cristo do cristianismo pagão.

Ao cair do cavalo na estrada para Damasco, vítima de insolação ou
epilepsia, julgou estar divinamente inspirado
. Analisou as Escrituras em
busca de revelações ocultas e, acreditando que toda e qualquer idéia que lhe
ocorria também era inspiração de Deus, pareceu-lhe ter nelas encontrado o
anúncio da vinda de Jesus.

O mundo de Paulo ainda era fortemente
influenciado pela civilização grega, sua cultura e seus deuses. Para os gregos e
seus vizinhos, a verdadeira realidade era a realidade mítica, onde viviam deuses
e anjos.

O mundo material era apenas um reflexo dela, as sombras na caverna de
Platão. As Escrituras não continham profecias, mas revelavam um pouco desta
verdadeira realidade.

O sofrimento e morte de Jesus eram fatos já
ocorridos nessa realidade espiritual, num tempo diferente do nosso, assim como
as aventuras dos deuses gregos, não algo que ainda ocorreria no mundo material
(NOTA

1). Era desta "realidade" que falava Paulo, não de um Jesus de Nazaré, de
carne e osso. E seus "fatos" vinham das Escrituras e das revelações de um Jesus
espiritual. Na verdade, era Deus que fazia as revelações. Jesus era apenas seu
canal de comunicações, o "Logos" grego, a "Sabedoria" judaica.

Paulo descobriu
"sobre" Jesus nas Escrituras e inspirações divinas, não "da boca de" Jesus.
Jesus era o "segredo que esteve escondido durante eras" e que foi revelado por
Deus.


Era necessário ter fé nesse Jesus mítico,
espiritual, como Paulo por tantas vezes insiste.


Mas por que seria necessário ter fé em que um
homem existiu neste mundo, morreu e ressuscitou? Isto seria um fato histórico,
não algo só acessível através da fé. Foi só mais tarde que se criou o conceito
de um Jesus feito homem. Sua biografia foi tirada das Escrituras.

As narrativas do A.T., que foram sua origem e contavam
uma história já ocorrida, tornaram-se aos poucos profecias a respeito de sua
futura vinda
.

Mesmo em livros escritos por volta do ano
120 d.C. ainda se mencionam passagens do A.T. como fonte, não os evangelhos

(que já deveriam ter sido escritos e ser muito famosos e
conhecidos
, se tivesse havido um Jesus e seus
discípulos estivessem ativamente difundindo seus ensinamentos
).

Mas ninguém fala "conforme eu ouvi da boca de
Yeshua/Jesus", "conforme ensinou Mateus, João, Marcos e Lucas, que foi discípulo de Jesus". Paulo só vai a
Jerusalém anos depois de cair do cavalo e nem menciona os lugares santos ou sua
emoção em visitá-los. Vai lá apenas para se encontrar com Pedro. E ninguém
menciona Pilatos e o julgamento de Jesus.


Paulo era e foi o grande mestre desta farsa e não o Yeshua/Jesus. Em todas as
suas disputas com os outros discípulos, ele jamais foi acusado de distorcer as
palavras de Jesus
. Não havia "palavras de Jesus".


Que provam que os evangelhos no período das cartas de Paulo e sua
vida terrena ainda não tinham sido inventados
ou criados.


É possível que versões primitivas dos
evangelhos já existissem no final do primeiro século, mas não faziam parte da
corrente paulinista, predominante.


Só durante o segundo século começaram a
ser mencionados e se incorporaram ao conjunto de crendices contraditórias que
cercava a figura de Cristo, defendidas por centenas, talvez milhares de seitas
que brigavam entre si
.

OS EVANGELHOS SÃO UMA MONTAGEM DE ELEMENTOS DE
VÁRIAS FONTES:


Muitos dos ensinamentos atribuídos a Yeshua/Jesus
foram encontrados nos manuscritos do Mar Morto, escritos pelos essênios
pelo menos 100 anos antes de Cristo.

Eles eram conhecidos pelo seu
desprezo às coisas materiais, faziam-se batizar para a
purificação do corpo e do espírito e iniciavam a vida pública aos 30 anos, após
40 dias de jejum no deserto. Esperavam para breve a vinda do reino de Deus
.


Frases como "amar seus inimigos", "se
lhe pedem o casaco dá também a camisa" e "dar a outra face" derivam dos
estóicos/cínicos, um movimento filosófico de
origem grega que pregava o retorno a uma vida mais simples e humilde, em
oposição ao materialismo da sociedade urbana.


Muitos outros foram tirados do "Documento Q",
uma coleção de ditos resultantes da mistura da filosofia estóica/cínica, com o
messianismo judeu.


Quando os evangelistas inventaram uma vida terrena para
Jesus, cada um localizou os ditos em contextos
diferentes
. Exemplos:


-Jesus fala sobre a força da fé, em
Lucass 17:05 e Mateus 17:20. Em Lucas, o fato ocorre durante uma jornada a
Jerusalém
, a pedido dos discípulos.

Em Mateus, é dito por Jesus na
Galiléia
, ao explicar porque os apóstolos não tinham conseguido expulsar os
demônios de um epilético, pouco depois da Tranfiguração (aliás, como até hoje
ninguém conseguiu mover uma árvore ou uma montanha com a força da fé, conclui-se
que ela é menor que um grão de mostarda na maioria das pessoas).


-A oração do Pai Nosso é ensinada, em Lucas
11:01, a pedido dos discípulos e apenas a eles, na viagem a Jerusalém. Em
Mateus 06:09, ela faz parte do Sermão da Montanha, dirigido a uma multidão.

Outros ainda foram tirados das epístolas, onde
não há nenhuma menção a terem vindo de Jesus e não dos próprios apóstolos.

Quanto aos milagres de Cristo, grande parte foi copiada do Antigo Testamento
e adaptada às novas circunstâncias
: - 2 Reis 04:42-44 e Mateus 14:13-21:
Elisseu/Jesus e a multiplicação dos pães. - 2 Reis 04:27-37 e Marcos 5:22-24:
Eliseeu/Jesus e a criança ressuscitada - 2 Reis 05:08-14 e Mateus 08:01-04:
Elisseu/Jesus cura um leproso - Jonas 1 e Mateus 8:23-27: Jonas/Jesus acalma uma
tempestade - 1 Reis 17:22 e Lucas 7:14: Elias/Jesus ressuscita o filho da viúva
- 1 Reis 17:24 e João 4:19: Elias/Jesus é reconhecido como profeta.

Finalmente, houve grande influência das
religiões dos povos com as quais os judeus conviviam, ou seja, egípcios, persas,
gregos e romanos.

Exemplos:
-A história do salvador nascido de uma virgem e
tentativas de matá-lo quando criança.

-Sua morte e ressurreição (em vários casos, no terceiro dia)
-Céu, inferno e juízo final (que não existiam no judaísmo original)
-Petra, no mitraísmo e no "Livro dos Mortos" egípcio, era o guardião
das chaves do céu
. O mitraísmo também denominava Petra a um rochedo
considerado sagrado.

-Hórus lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Satã.
-Hórus, a luz do mundo; o caminho, a verdade e a vida
-Hórus batizado com água por Anup.
-Hórus representado por uma cruz.

-A trindade Atom (o pai), Hórus (o filho) e Ra (o espírito santo).
-Hórus e Mitra tinham 12 discípulos.
-Apolônio, Mitra e Hermes eram conhecidos como " bom
pastor" e eram representados com um cordeiro nos braços.


-A última ceia, freqüentemente com uma bebida e um alimento que
representavam o corpo e o sangue de algum deus.
-A estrela guia, elemento frequente em lendas e mitologias antigas.


-Tamuz, deus da Suméria e Fenícia, foi gerado por
uma virgem, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do
túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado
. Belém
era o centro do culto a Tamuz.

FALSAS PROFECIAS:

Uma comparação cuidadosa revela que vários
outros trechos foram aproveitados fora de contexto ou tomados como profecia,
quando na verdade se referiam a outras coisas.

Exemplos:
-Lucas 01:28-33, onde o nascimento de Jesus é
anunciado a Maria, uma cópia quase exata de Sofonias 03:14-18, onde se profetiza
o triunfo de Israel sobre as nações que a oprimiram.


-Mateus 02:05-06 e João 07:42, onde se diz que o nascimento de Jesus em Belém
fora profetizado. Entretanto, o trecho que fala de Belém (Miquéias 05:02), se
refere ao clã de David, Belém Éfrata, e não a uma cidade.

Além disto, mesmo que
fosse uma cidade, o tal Messias profetizado viria para espalhar o terror e a
morte entre os inimigos de Israel e torná-la poderosa, enquanto que Yeshua/Jesus
afirmou que "meu reino não é deste mundo".


-Mateus 01:22 cita Isaías 07:14 sobre o nascimento do messias de uma virgem,
quando Isaías falava de uma criança de seu tempo, 700 anos antes de Cristo,
não de uma virgem
mas de uma jovem, não de Jesus mas do Emanuel.


-Mateus 21:01-07 (e os outros evangelistas) dizem que a entrada de Yeshua/Jesus em
Jerusalém montado num jumento fora prevista em Zacarias 09:09 mas, mais uma vez,
o rei de que fala Zacarias era um rei humano, que reinaria sobre Israel e não
Yeshua/Jesus.



As aclamações do povo foram tiradas do Salmo 117:26 ("Bendito o que vem
em nome do Senhor").
-Mateus 26:15 e 27:03-10 fala da traição de Judas e das 30 moedas como tendo
sido profetizada em Salmos 41:09 e Zacarias 11:12-13.

Entretanto, nenhuma das
passagens fala do Messias. Nos salmos, é David, o autor, que se diz traído e se
considera um pecador e não é profecia.

E Zacarias diz ter recebido as 30 moedas por um
serviço prestado, sem nenhuma traição envolvida (e ele também devolve as
moedas).

Mateus diz que a compra do campo do oleiro com as 30 moedas fora
profetizada por Jeremias, mas tal profecia não existe.


-João 02:14-16 (e os outros evangelistas) falam
sobre como Jesus expulsou os vendilhões do Templo.

Considerando-se o tamanho do
pátio do Templo e o fato de que o comércio de animais era essencial à realização
dos sacrifícios pelos fiéis, não tinha nada de ilegal e tinha o apoio das
autoridades religiosas, parece improvável que um único homem com um chicote
conseguisse expulsar a todos, ainda por cima impunemente.

Esta passagem parece
ter sido inspirada em Zacarias 14:21 ("Naquele dia não tornará mais a haver
mercador na casa do Senhor dos Exércitos" e Jeremias 07:11 ("Esta minha casa
está convertida em um covil de ladrões").


-Os Salmos 22:02-19 e 69:22 foram usado na crucificação, embora nele David
falasse de seus inimigos e da perseguição que sofria do rei Saul: "Meu Deus, meu
Deus, por que me abandonaste? [...] Todos os que me vêem zombam de mim, abrem a
boca e balançam a cabeça: "Ele recorreu a Yahweh/Yahuh ... pois que
Yahweh/Yahuh o salve! Que o
liberte, se é que o ama de fato!" [...]

Cães numerosos me rodeiam, e um bando de
malfeitores me envolve, furando minhas mãos e meus pés. Posso contar
todos os meus ossos. As pessoas me observam e me encaram, entre si repartem
minhas vestes, e sorteiam a minha túnica". "Como alimento me deram fel, e na
minha sede me deram vinagre"

De qualquer modo, não se podem levar a sério
profecias que se dizem realizadas no mesmo livro em que foram feitas. É preciso
que a comprovação seja externa ao livro.

E isto não acontece. Um exemplo
perfeito de profecia fracassada está em Ezequiel 26 e 29 (NOTA 2). E
pode-se suspeitar de que várias "profecias" foram
feitas depois do fato ocorrido
.

Profecias e histórias sobre o justo que sofreu,
foi injustamente acusado, perseguido e morto (ou foi salvo da morte no último
instante), sendo então reabilitado e exaltado, são comuns ao longo da Bíblia.
Refletem provavelmente os sonhos de grandeza dos judeus, povo freqüentemente
perseguido e escravizado, e suas esperanças de que seu Deus os ajude a triunfar
sobre povos que os oprimiam.

Além disto, mesmo que Jesus tivesse existido,
ele certamente seguiria as Escrituras como um roteiro para provar que era o
Messias. Por exemplo, entraria em Jerusalém montado num jumento como fez o rei
humilde em Zacarias 09:09. Note-se que os evangelhos dizem claramente "e ele o
fez para que se cumprissem as Escrituras".

CRONOLOGIA RESUMIDA DO SURGIMENTO DOS
EVANGELHOS:


Há uma epístola apócrifa, denominada
1 Clemente
, enviada de Roma aos Coríntios no
ano de 96 d.C., onde pela primeira vez Jesus é mencionado como mestre
e ensinamentos lhe são atribuídos
. Várias passagens lembram o Sermão da
Montanha, mas há outras que também lembram os evangelhos mas não são atribuídas
a ninguém ou então citam o Antigo Testamento.

Ainda não há menções a uma vida
terrena nem sobre milagres ou João Batista. Mesmo quando fala do julgamento e
morte de Cristo, Clemente cita Isaías.
Seu Jesus parece ser algo que ele
construiu a partir das Escrituras.


Por volta do ano 107 d.C., nas 7 cartas
escritas por Inácio, surgem as primeiras menções a Herodes, Pôncio Pilatos e
Maria
. Há até um trecho sobre a aparição de Jesus ressuscitado aos
discípulos, mas ainda nada se diz dos evangelhos ou que Jesus tivesse sido um
mestre.

Na época de Inácio foi escrita a Didaké (ou
Didache), onde nada se fala dos ensinamentos de Jesus e a oração do Pai Nosso é
atribuída diretamente a Deus. Nada de última ceia, morte e ressurreição. Deus é
o mestre e Jesus aparece apenas como filho de Deus e seu servo, cuja função é
servir de canal de comunicação entre Deus e os homens.

O nascimento de um Messias Yeshua/Jesus terreno aparece
pela primeira vez no texto "Ascensão de Isaías", que data de 115 d.C
. Mas a
história é diferente. Jesus nasce na casa de Maria e José em Belém, não numa
mangedoura durante uma viagem, e Maria só mais tarde descobre que seu filho era
especial. Nada sobre pastores, magos, Herodes e fuga para o Egito.

Os evangelistas se basearam nesta história mas cada um a modificou à sua maneira,
mantendo em comum apenas a referência a Belém, provavelmente por causa da
profecia de Malaquias sobre o nascimento lá de um futuro rei de Israel. A
fuga para o Egito, por exemplo, só existe num dos evangelhos
. Em outro,
Jesus volta diretamente para casa e é apresentado no templo

(NOTA 3).

A primeira referência a Pilatos numa epístola
surge em 1 Timóteo 6:13, que deve ter sido escrita por volta de 115 d.C., mas
ela é tão omissa quanto ao resto que acredita-se que esta seja uma inclusão
posterior. 1 Tessalonicenses afirma que os judeus mataram Jesus mas há um
consenso entre os estudiosos da Bíblia sobre esta ser uma inclusão posterior
também.

2 Pedro, escrita por volta de 120 d.C., fala na
vinda futura de Jesus (não o seu retorno) e seu autor cita profecias do AT, não
uma promessa feita por Jesus. No fim do capítulo 1, esta epístola menciona algo
que lembra a transfiguração de Jesus dos evangelhos mas o fato é apresentado
como uma amostra do que seria a vinda futura de Jesus e de seu poder. E a fonte,
mais uma vez, são as Escrituras, não um Jesus terreno.

Barnabás (120 d.C.) é mais uma coleção de
tradições orais e lendas, sem menção aos evangelhos ou Jesus de carne e osso,
embora algumas passagens lembrem seus ensinamentos e haja vagas referências a
acontecimentos históricos.

Quando fala da paixão de Cristo, se baseia nas
Escrituras.
Uma carta de Policarpo, bispo de Esmirna (130
d.C.) já está bem próxima dos evangelhos em vários trechos mais ainda faz
referência aos documentos acima, não aos evangelistas.

Há escritos de Papias da época de Policarpo que
se perderam mas são mencionados por Eusébio e estes começam a fazer referência
aos evangelhos. Segundo Eusébio, Papias disse que um certo João disse que Marcos
tinha sido o intérprete de Pedro e registrou o que Pedro ainda se lembrava dos
ensinamentos do Senhor, aos pedaços e sem ordem.

Ou seja, ainda não era um evangelho narrativo. Por volta de 140 d.C, o gnóstico Marcião usou
trechos de uma versão prévia do que viria a ser o evangelho de Lucas. Sabemos
disto porque Tertuliano condenou sua interpretação do texto anos mais tarde.

A versão que Marcião usou era diferente da atual, o que mostra que os evangelhos
passaram por várias revisões. E isto ocorreu provavelmente porque na época os
evangelhos não passavam de textos soltos de vários autores e ninguém os
considerava sagrados nem inalteráveis, apenas considerações pessoais sobre Jesus
e seus ensinamentos.

Na verdade, este processo de revisão pode ser
visto ao longo dos 30 anos que separam Marcos de João. Cada um é uma adaptação
do anterior à realidade de sua época. Um exemplo é o progressivo envolvimento
dos judeus na condenação de Jesus e a "desculpabilização" dos romanos.

Os evangelhos, aliás, nem tinham nomes.

Justino, o Mártir, por volta de 150 d.C. ainda os chama apenas de "Memórias
dos Apóstolos" e o que ele cita são apenas ensinamentos soltos.


Tais trechos
divergem dos evangelhos atuais e não há nada do evangelho de João
.

A primeira menção que já foi encontrada aos 4
evangelistas
é a de Ireneu,
bispo de Lyons, por volta de 180 d.C., onde ele comenta que
deveria haver 4 evangelhos porque havia 4 ventos e 4 cantos da Terra.

Finalmente, acredita-se que os Atos tenham sido
escritos pela igreja de Roma em meados do segundo século para criar uma imagem
mais favorável de Paulo, que na época era apontado pelos gnósticos como seu
líder (por se basear apenas nas revelações recebidas diretamente de Deus e não
através da Igreja, ou seja, do Jesus terreno e dos apóstolos).

As epístolas, pelo contrário, mostram Paulo rejeitando a versão de Tiago e os outros,
embora eles tivessem convivido com Jesus.


NOTAS:

(1) Os gregos (e também os europeus até os tempos de Copérnico e Galileu)
acreditavam que a Terra era o centro do universo. Em volta dela havia
esferas de cristal concêntricas, cada uma sustentando um dos 7 planetas
conhecidos. Na esfera mais interior, a da Lua, ficavam os demônios, mensageiros
entre os homens e os deuses, e além da sétima esfera ficavam os deuses.

Para Paulo e seus correligionários, em vez dos deuses havia um único deus e os
demônios eram forças do mal (em Efésios 06:12 eles estão nas regiões celestes;
só mais tarde foram relegados às profundezas da terra; são eles os dominadores
do mundo, não os humanos).

Segundo apócrifos do fim do primeiro século, como a "Ascenção
de Isaías", Jesus teria partido numa jornada através das esferas até chegar à
mais interior, nascendo de uma mulher (assim como Attis nascera de Cibele e
depois se sacrificara).

Os demônios, sem perceber quem ele era, o teriam morto.
No final do século I, nenhuma menção a um Jesus terreno. Nada de perdão dos
pecados, nada de ensinamentos. Pilatos não o julgou, não houve Calvário.

A missão desse Jesus, que tinha aparência humana mas não era de carne e osso, era
derrotar o anjo da morte e resgatar os justos. I Coríntios 02:08 fala novamente
dos dominadores do mundo, não de Pilatos, por exemplo. Orígenes e Marcião também
interpretam Paulo desta forma.

Jesus desce então aos infernos (o Sheol) e
ressuscita três dias depois. Retorna aos céus levando com ele as almas dos
justos e, a partir desse dia, os justos que morressem iriam também para o céu.
Este era o segredo escondido, no qual era preciso acreditar para se escapar do
inferno. Jesus era o cordeiro imolado desde o início dos tempos (e não no ano
33).


(2) Ezequiel 26 diz que Yaveh deu a cidade de Tiro a Nabucodonosor para saquear
e destruir. A cidade seria coberta pelo mar e nunca mais voltaria a existir.
A história nos diz que Tiro foi sitiada por Nabucodonosor mas que este não
conseguiu tomá-la.

A cidade foi destruída séculos
mais tarde por Alexandre o Grande, mas recuperou-se e é hoje uma cidade moderna.

E o mar não a cobriu. Ezequiel 29 diz
que, como compensação pelo fracasso em Tiro, Yaveh lhe daria Egito e os países
vizinhos, também para saquear e destruir. O Egito seria devastado para sempre
e seus habitantes se dispersariam pelo mundo
.


Nada disto aconteceu.

(3) A estrela guia é um elemento comum nas histórias de heróis antigos e também
há uma matança de inocentes na lenda de Moisés. Herodes matou vários de seus
próprios parentes com medo que lhe tomassem o poder
, o que pode ter
inspirado os evangelistas, mas não há registro
histórico de matança indiscriminada de crianças
.

Fonte: http://www.anticristo.net.br/mito-de-jesus.htm

FONTES:
-Sobre a definição do cânon da Bíblia: http://www.infidels.org/library/modern/larry_taylor/canon.html
-Sobre o uso de passagens do Antigo Testaamento: "Miracles and the book of
Mormon"
http://www.bowness.demon.co.uk/mirc1.htm

-Sobre a influência de religiões
antigas::
http://www.strbrasil.com/Atheos/jesus.htm
O ANTIGO CULTO DE MITRA.doc


-Sobre a ausência de menções a
um Cristo histórico no primeiro século: "The Jesus Puzzle", por Earl Doherty
http://www.humanists.net/jesuspuzzle/home.htm

http://www.dantas.com/realidadebr/textos/mito.htm



Última edição por Admin em Ter Mar 27, 2012 5:43 pm, editado 1 vez(es)

Fco Oliveira
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Re: A Criação do Mito Yeshua Judaísmo ou Jesus do Cristianismo!

Mensagem por Fco Oliveira em Ter Mar 27, 2012 1:03 pm

MORDECHAI BEN YOUSSEF HALEVI SIVÁ

Abahu Abdeel Avimelekh Ben Yosef , Abraham Willhemin Al-bas
http://brazil.indymedia.org/content/2007/02/374190.shtml

O artigo trata das investidas da
denominação evangélica intitulada Judaísmo Messiânico e fornece o
endereço das páginas em que contêm Manuais Anti-Missionários que foram
publicados no formato pdf para ajudarem judeus desprevenidos a se
defenderem das investidas dos agentes deste movimento.


Milhões de cristãos, muitos dos quais estão convencidos de que, para
que o retorno de Jesus de Nazaré aconteça, o povo judeu deve primeiro
aceitar Jesus de Nazaré e se converter ao Cristianismo.

Grupos tais como
Southern Convention, que aprovou uma resolução no ano de 1996 motivando
a conversão de judeus e as Assembléias de Deus, contribuem com mais de
USS$ 250 milhões anualmente para uma campanha frenética e doentia na
conversão de judeus.

Estes cristãos evangélicos estabeleceram
sinagogas hebraico-cristãs especialmente para atrair judeus. Estas
pseudo-sinagogas cresceram em número de 20 a mais de 400 nos últimos
vinte anos, nos EUA.

Os missionários cristãos convencem os seus
recrutados de que eles não serão judeus completos enquanto não aceitarem
Jesus de Nazaré como o Messias, e que um judeu continua a manter sua
identidade judaica mesmo após converter-se ao Cristianismo.

Estes
missionários têm influenciado igrejas evangélicas de primeira linha a
adotarem as mesmas técnicas enganatórias. Pela primeira vez na história,
judeus são bem-vindos às igrejas e são informados de que podem manter
sua identidade judaica. Então, alguns membros destas igrejas apresentam
estas pessoas a um outro judeu que aceitou Jesus de Nazaré.

Este
método de proselitismo aumenta o número de contatos cristãos que servem
de meio para que estes missionários cristãos-hebreus infiltrem
associados cristãos em ambiente de trabalho, em escolas e em encontros
sociais.

Devido a isto, o judeu de origem sefaradita Evilasio
Araujo desenvolve, entre outras atividades, o trabalho corajoso de
ajudar judeus B?ney Anussim (Judeus Marranos e Cristão Novos) a
rechaçarem os ataques dos agentes da denominação religiosa protestante
intitulada Judaísmo messiânico e também ajuda judeus a realizarem o
Processo de Retorno ao Judaísmo.

O Professor Evilasio Araujo é
neto de Luzo Orenstein Cohen e Celuta Reisz Cohen, além de sua atividade
como docente é Advogado, Poeta e Escritor. Durante dez anos trabalhou
como Adjunto na Presidência da República Federativa do Brasil, tendo
representando o Brasil em encontros estratégicos nos Estados Unidos e
Alemanha.

Em muitas ocasiões acompanhou presidentes da república
federativa brasileira durante viagens internacionais. Na área de Direito
o Professor Evilasio Araujo possui estágio de Direito Penal na
universidade de Sobornne em Paris, obteve vários prêmios de literatura,
possui quatro cursos de pós-graduação na área de Direito e Relações
Internacionais e é colaborador em periódicos nesta área.

Como
judeu, o Professor Evilasio Araujo realiza atividades religiosas tais
como a de Diretor do periódico judaico Alyah LeTorah. Ele também é
estudante de religiões e seitas e principalmente dos livros que compõem o
Novo Testamento, com finalidade única e exclusiva de conhecê-las e
poder defender a Torah, o povo judeu e o Judaísmo de ataques, sobretudo
oriundos dos agentes do Movimento Messiânico.

Além de todos
estes trabalhos e só recebendo salário pelas suas atividades
advocatícias, o Professor Evilasio Araujo preside a Sinagoga Beit
Israel, instituição com finalidade de ajudar os B?ney Anussim (Judeus
Marranos e Cristão Novos) que foram forçados a se converter ao
Cristianismo, a retornarem à fé judaica, para assim, retornarem ao Povo
de Israel.

Ele Também se dispõe a realizar palestras sobre a
impossibilidade da existência de judeus messiânicos ou judeus cristãos e
ajuda, gratuitamente, na destruição de lavagens cerebrais que agentes
do Movimento Messiânico efetuam em judeus que freqüentam instituições
religiosas cristãs, e que com o tempo foram vítimas de falsas promessas
de cura, libertação e prosperidade, muito característica do
Cristianismo.

Pelo trabalho religioso que vem desenvolvendo, o Professor
Evilasio Araujo sofre ataques de ordem moral, e principalmente por
apologistas cristãos, por judeus desinformados ou que desprezaram sua
identidade judaica e por ex-associados da sinagoga que desprezaram o
Processo de Retorno ao Judaísmo. Uma prova do esforço do Professor
Evilasio Araujo em defender a Torah, o povo judeu e o Judaísmo é o seu
livreto intitulado As Contradições do Novo Testamento - Algumas Razões
para não Crer no Messias dos Cristãos.

Esta obra exigiu um certo
esforço, eloqüência e muita coragem, por parte do Professor Evilasio
Araujo, pois várias foram e ainda são as reações dos apologistas
cristãos, entre eles os chamados Teólogos de Plantão, que vão desde
tentativas de suborno, injúrias, difamações até ameaças de morte.

Um
exemplo das muitas calúnias dirigidas ao Professor Evilasio Araujo é o
de se referirem a ele como falso judeu, falso rabino e vigarista. O
Professor Evilasio Araujo é judeu, não é e nunca foi rabino e nem é
vigarista. Mesmo assim, rabinos, judeus e a própria família apóiam o
professor.

A obra do Professor Evilasio Araújo, dividida em 12 partes, pode ser encontrada nas páginas de internet:

001. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=5

002. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=6

003. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=7

004. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=8

005. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=9

006. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=10

007. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=11

008. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=12

009. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=13

010. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=14

011. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=15

012. http://forum.onecenter.com/cgi-bin/forum/forum.cgi?c=msg&fid=judaismo&mid=16

Outras
respostas às ameaças da denominação religiosa intitulada Judaísmo
Messiânico, são dadas pela Organização Internacional Judeus pelo
Judaísmo, a qual foi fundada no ano de 1986, sendo a única organização
abrangendo a América do Norte que se dedica em tempo integral à luta
anti-missionária e trabalho de reaproximação, com filiais em Los
Angeles, Baltimore, Chicago, Harrisburg, Washington, Filadélfia Nova
Iorque, Toronto e Joanesburgo, na África do Sul. A organização possui
uma página na internet http://www.jewsforjudaism.org/.

Alguns
Manuais Anti-Missionários foram publicados no formato pdf para ajudarem
judeus desprevenidos a se defenderem das investidas deste movimento.
Eles podem ser adquiridos acessando-se as páginas abaixo:

001. http://www.conib.org.br/noticias/231201.html

002. http://judeus.blogspot.com/2006/12/manuais-anti-missionrios-judeus-pelo.html

003. http://www.judeus.xpg.com.br/Arquivos_pdf/Mashiach_Seu_guia.pdf

004. http://www.judeus.xpg.com.br/Arquivos_pdf/Manual_Pratico_Esclarecimento.pdf

005. http://www.judeus.xpg.com.br/Arquivos_pdf/Theilin_Salmos.pdf

006. http://www.judeus.xpg.com.br/Arquivos_pdf/Resposta_Judaica.pdf

007. http://www.jewsforjudaism.org/web/pdf/portuguesehandbook.pdf

008. http://www.judeus.xpg.com.br/Arquivos_pdf/Estudo_Livro_Mateus.pdf

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Re: A Criação do Mito Yeshua Judaísmo ou Jesus do Cristianismo!

Mensagem por Fco Oliveira em Sab Mar 31, 2012 3:28 pm

A expressão "mito de Jesus" refere-se à teoria, sustentada na atualidade por uma crescente comunidade de estudiosos, que a história de Jesus de Nazaré, tal como narrada pelas fontes cristãs, é na realidade um mito.

As semelhanças dogmáticas com as religiões de mistério provariam que o cristianismo não é o resultado de uma revelação divina, mas o produto de um sincretismo religioso.

A maioria dos estudiosos que sustentam esta teoria, mas não todos, mantêm posições céticas sobre a historicidade de Jesus de Nazaré.

A Teoria

A teoria do mito de Cristo (algumas vezes chamada o mito de Cristo, o mito de Jesus, ou hipótese de inexistência) é a afirmação de que Jesus de Nazaré não existiu como uma pessoa histórica, que o Jesus do cristianismo primitivo era a personificação de um ideal de salvador ou ser mítico, semelhantes em alguns aspectos a Krishna, Osíris e Mitra, a quem acontecimentos terrenos foram posteriormente anexados.[1]

Os defensores de uma origem mítica do cristianismo,
por vezes, permitem que algum material dos evangelhos pode ter sido
extraído de um pregador histórico ou pregadores, mas que estes
indivíduos não foram em nenhum sentido "os fundadores do cristianismo",
mas alegam que o cristianismo surgiu organicamente do judaísmo helenístico.

Os defensores da teoria traçam a evolução do cristianismo através de uma compreensão conjectural da evolução da literatura do Novo Testamento
e, portanto, dão primazia às epístolas sobre os evangelhos para
determinar os pontos de vista dos primeiros cristãos.

A pessoa de Jesus,
de acordo com essa tese, seria o resultado de uma elaboração teológica
posterior, com o objetivo de construir uma base concreta para assegurar a
difusão de uma nova religião.





Segundo a teoria do mito de Cristo, o personagem de Jesus é, em parte, mítico ou imaginário. Quadro de Juan de Juanes, final do século XVI.


Estes argumentos são desenvolvidos ao longo de duas linhas complementares de argumentação:


  • por um lado, não há provas nem evidências arqueológicas que atestem a
    existência de Jesus de Nazaré:
    os textos cristãos não são confiáveis, e
    os textos não-cristãos são de autenticidade duvidosa ou podem ser um
    eco do discurso cristão;

  • em segundo lugar, da identificação de evidências que podem sugerir ser um mito ou ficção.

Todos relacionam de alguma forma a Igreja Católica e a religião judaica com a Astrologia
e afirmam que criou-se o mito de Jesus para que as instituições
religiosas pudessem ter poder social e econômico explorando o medo dos
analfabetos ao inferno.

Os antecedentes da Teoria podem ser rastreados até os pensadores do Iluminismo francês Constantin-François Volney e Charles François Dupuis na década de 1790.

O primeiro acadêmico a defender tal tese foi o historiador do século XIX e teólogo Bruno Bauer e os proponentes como Arthur Drews foram notáveis em estudos bíblicos durante o início do século XX.

Autores como George Albert Wells, Robert M. Price e Earl Doherty recentemente repopularizaram a teoria entre o público leigo.
Fundamentos desta teoria

Defensores dessa teoria afirmam que houve grande influência das
religiões dos povos com as quais os judeus conviviam, ou seja, egípcios,
persas, gregos e romanos. Exemplos:


  • A história do salvador nascido de uma virgem e tentativas de matá-lo quando criança.
  • Sua morte e ressurreição (em vários casos, no terceiro dia).
  • Céu, inferno e juízo final (que não existiam no judaísmo original).
  • Petra, no mitraísmo e no “Livro dos Mortos” egípicio, era o guardião das chaves do céu. O mitraísmo também denominava Petra a um rochedo considerado sagrado.
  • A última ceia, frequentemente com uma bebida e um alimento que representavam o corpo e o sangue de Deus.
  • A estrela guia, elemento freqüente em lendas e mitologias antigas.
  • Nascimentos de forma virginal, mortes por meio de sacrifícios,
    sangue que "purifica" e abençoa, ressurreições, e sua herança o amor
    incondicional ao Criador de todas as coisas; amor que se manifesta
    amando as criaturas.

Supostas semelhanças entre as divindades pagãs com Jesus Cristo

Ver artigo principal: Jesus nas comparações mitológicas

De acordo com algumas fontes se referem a teoria da ressurreição no terceiro dia com um período de três dias em que o Sol se mantém no lugar mais baixo em 25 de dezembro
e está no ponto mais alto (como se diz que Jesus esteve morto por três
dias e então ressuscitou), mas de acordo com o relato bíblico Jesus
morreu durante a Páscoa judaica.

Afirmam que os deuses do Sol muito anteriores a Jesus como Horus, Átis, Krishna, Mitra, Dionísio, Buda,
todos eles, têm como elemento vital a sua crença na ressurreição no
terceiro dia após as suas mortes, também tiveram discípulos que os
acompanharam, faziam milagres e nasceram de uma Virgem Imaculada em 25 de dezembro.

Segundo os defensores dessa Teoria, algumas destas lendas podem ter
sofrido influência direta da história de Jesus, já que os cultos
coexistiram com o cristianismo primitivo,
mas certamente a imensa maioria surgiu milhares de anos antes do
nascimento do mesmo.

Entretanto, muitos acrescentam mais similaridades
nos deuses antigos por conta própria para criar mais semelhanças.

  • Tamuz: deus da Suméria e Fenícia,
    morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do
    túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o
    centro do culto a Tamuz.


  • Hórus - 3000 a.C.:

    • Deus egípcio do Céu, do Sol e da Lua;
    • Nasceu de Isis, de forma milagrosa, sem envolvimento sexual;
    • Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro;
    • Ressuscitou um homem de nome EL-AZAR-US;
    • Um de seus títulos é "Krst" ou "Karast";
    • Lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Set (divindade comparada a Satã);
    • Batizado com água por Anup;
    • Representado por uma cruz;
    • A trindade Atom (o pai), Hórus (o filho) e Rá (comparado ao Espírito Santo).
    </li>


  • Mitra - séc. I a.C.:

    • Originalmente um deus persa, mas foi adotado pelos romanos e convertido em deus Sol;
    • Intermediário entre Ormuzd (Deus-Pai) e o homem;
    • Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro;
    • Nasceu de forma milagrosa, sem envolvimento sexual;
    • Pastores vieram adorá-lo, com presentes como ouro e incenso;
    • Viria livrar o mundo do seu irmão maligno, Ariman;
    • Era considerado um professor e um grande mestre viajante;
    • Era identificado com o leão e o cordeiro;
    • Seu dia sagrado era domingo ("Sunday"), "Dia do Sol", centenas de anos antes de Cristo;
    • Tinha sua festa no período que se tornou mais tarde a Páscoa cristã;
    • Teve doze companheiros ou discípulos;
    • Executava milagres;
    • Foi enterrado em um túmulo e após três dias levantou-se outra vez;
    • Sua ressurreição era comemorada cada ano.
    </li>


  • Átis (Frígia / Roma) - 1200 a.C.:

    • Nasceu dia 25 de dezembro;
    • Nasceu de uma virgem;
    • Foi crucificado, morreu e foi enterrado;
    • Ressuscitou no terceiro dia.
    </li>


  • Buda - séc. V a.C.:

    • Sua missão de salvador do mundo foi profetizada quando ele ainda era um bebê;
    • Por volta dos 30 anos inicia sua vida espiritual;
    • Foi impiedosamente tentado pelas forças do mal enquanto jejuava;
    • Caminhou sobre as águas (Anguttara Nikaya 3:60);
    • Ensinava por meio de parábolas, inclusive uma sobre um "filho pródigo";
    • A partir de um pão alimentou 500 discípulos, e ainda sobrou (Jataka);
    • Transfigurou-se em frente aos discípulos, com luz saindo de seu corpo;
    • Após sua morte, ressuscitou (apenas na tradição chinesa).
    </li>


  • Baco / Dionísio - séc. II a.C.:

    • Deus grego-romano do vinho;
    • Nascido da virgem Sémele (que foi fecundada por Zeus);
    • Quando criança, quiseram matá-lo;
    • Fez milagres, como a transformação da água em vinho e a multiplicação dos peixes;
    • Após a morte, ressuscitou;
    • Era chamado de "Filho pródigo" de Zeus.
    </li>


  • Hércules - séc. II a.C.:

    • Nascido da virgem Alcmena, que foi fecundada por Zeus;
    • Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro;
    • Foi impiedosamente tentado pelas forças do mal (Hera, a ciumenta esposa de Zeus);
    • A causadora de sua morte (sua esposa) se arrepende e se mata enforcada.
    • Estão presentes no momento de sua morte sua mãe e seu discípulo mais amado (Hylas);
    • Sua morte é acompanhada por um terremoto e um eclipse do Sol;
    • Após sua morte, ressuscitou, ascendendo aos céus.
    </li>


  • Krishna - 3228 a.C.:

    • Trata-se de um avatar do Deus Vishnu – um avatar é como se fosse a personificação ou encarnação de um deus;
    • Nasceu no dia 25 de dezembro;
    • Nasceu de uma virgem, Devaki ("Divina");
    • Uma estrela avisou a sua chegada;
    • É a segunda pessoa da trindade;
    • Foi perseguido por um tirano que requisitou o massacre dos milhares dos infantes;
    • Fez milagres;
    • Em algumas tradições morreu em uma árvore;
    • Após morrer, ressuscitou.
    </li>
Estas coincidências biográficas, segundo os defensores de "O Mito de Cristo", provam que os autores dos Evangelhos, ao escreverem as histórias de vida de Jesus, tomaram emprestados relatos e feitos de outros deuses antigos ou heróis.

As fontes não-bíblicas

Embora Flávio Josefo, Tácito, Suetônio e outros historiadores antigos sejam frequentemente citados como evidência de um Jesus histórico,
de acordo com estes autores as histórias são derivadas, não originais.
Josefo, o mais antigo desses autores, nasceu, no mínimo, cinco anos após
a suposta morte de Jesus.

Não há nenhum testemunho direto dos fatos.
Além disso, os antigos relatos não-cristãos de Jesus foram escritos
quando o Cristianismo
já era generalizado e alguns parágrafos dos livros de Josefo são
questionados, supondo-se que foram mais tarde interpolações cristãs.

Bibliografia

  • Massey, Gerald. The historical Jesus and the mythical Christ
  • Bennett, Clinton. In search of Jesus: insider and outsider images. New York: Continuum (ed.). ISBN 0826449158
  • "[1]".
  • Conybeare, Frederick Cornwallis. The Historical Christ, or an investigation of the views of J.M. Robertson, A. Drews and W.B. Smith. London: [s.n.], 1914.
  • Farmer, William R. (1975), "A Fresh Approach to Q", in Neusner, Jacob, Christianity, Judaism and Other Greco-Roman Cults, Brill
  • "[2]".
  • Goguel, Maurice. Jesus the Nazarene: Myth or History?. London: T. Fisher Unwin, 1926a.. Página visitada em 2008-07-24.
  • "".
  • Hoffmann, R. Joseph. Jesus the Nazarene: Myth or History?.
    Amherst, NY: PrometheusMaurice Goguel (ed.), 2006. Capítulo: Maurice
    Goguel and the 'Myth Theory' of Christian Origins, 11–41 p. ISBN 1-59102-370-X
  • Robertson, John M.. A Short History of Christianity. London: Watts & Co. (ed.), 1902. 1–97 p.
  • Schweitzer, Albert. The Quest of the Historical Jesus. first complete edition ed. London: SCM, 2000. ISBN 0-334-02791-8
  • "".
  • Townsend, John T. (2006), "Christianity in Rabbinic Literature", in Kalimi, Isaac, Biblical Interpretation in Judaism and Christianity, Continuum
  • Van Voorst, Robert E.. Jesus Outside the New Testament: An Introduction to the Ancient Evidence. Grand Rapids, MI: Eerdmans (ed.), 2000. ISBN 0-8028-4368-9
  • Weaver, Walter P.. The Historical Jesus in the Twentieth Century, 1900-1950. Harrisburg, PA: Trinity (ed.), 1999. ISBN 1-56338-280-6
  • "Stages of New Testament Criticism" (2): 147–160.
  • "".


  • Rosière C. J. A., O Mito Jesus - O Pantera
  • Rosière C. J. A., O Mito Jesus - A Mulher sem Nome
  • Rosière C. J. A., O Mito Jesus - A Linhagem

Referências

  1. ↑ "The
    radical solution was to deny the possibility of reliable knowledge of
    Jesus, and out of this developed the Christ myth theory, according to
    which Jesus never existed as a historical figure and the Christ of the
    Gospels was a social creation of a messianic community." Farmer 1975, p. 43

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Re: A Criação do Mito Yeshua Judaísmo ou Jesus do Cristianismo!

Mensagem por Fco Oliveira em Sab Mar 31, 2012 4:00 pm

Jesus Cristo do cristianismo ou Yeshua Ha-Mashiach do judaísmo messianico nas comparações mitológicas.

O estudo de Jesus/Yeshua do ponto de vista mitográfico é a examinação das narrativas de Jesus, o Cristo
(“o Ungido”) das escrituras, da teologia e do povo cristão como parte
central da mitologia cristã. Tal estudo também pode envolver comparações
entre crenças cristãs sobre Jesus e sobre outros deuses ou personagens
mitológicos.

A relevância do “mito” no estudo sobre Jesus e as Escrituras é normalmente rejeitado pelo sistema educacional moderno.

Ao invés disso, o estudo de Jesus Cristo como um mito é popularmente associado a uma posição cética em relação ao “Jesus histórico”. Proponentes da teoria da origem mitológica do Cristianismo
sugerem que uma parte dos evangelhos tenha sido criado por um ou mais
pregadores históricos, mas que de nenhuma maneira esses pregadores
tenham sido “fundadores do Cristianismo”;

Ao contrário, esses
proponentes alegam que o cristianismo tenha surgido organicamente das
culturas Helenística e Judaica.
Contudo, o estudo dos paralelos entre as narrativas de Cristo e outras
figuras mitológicas não prejudica o entendimento sobre o “Jesus histórico”, e este está aberto a várias interpretações.


  1. A influência do Cristianismo nas religiões do Mistério (para Agostinho de Hipona)
  2. A interpretação dos paralelos mitológicos como uma “imitação diabólica” de Cristo (para Justino Mártir)
  3. A interpretação do mito pré-Cristão como um Urmonotheismus degradado
  4. A interpretação da narrativa de Cristo como um “mito verdadeiro” (para C. S. Lewis)
  5. A admissão de um Jesus histórico, que, no entanto, é de menor interesse para o Cristianismo do que para o Mito de Cristo (para Carl G. Jung)
Temas


Egito Antigo









Ao lado, uma estátua de Ísis - a esposa e irmã de Osíris, cuidando de seu filho, Hórus – datada da dinastia egípcia Ptolomaica. "A iconografia de Hórus ou influenciou ou foi justamente apropriada na arte cristã primitiva. Ísis e o bebê Hórus podem ser vistos como os precursores para Maria e o menino Jesus”.[1]

O egiptólogo auto-didata Geral Massey argumentou em 1907 através de seu livro Ancient Egypt, the light of the world,
que Hórus e Jesus compartilham as mesmas origem mitológicas. O teólogo
W. Ward Gasque endereçou um e-mail a 20 renomados egiptólogos, incluindo
o Professor Emérito de Egiptologia da Universidade de Liverpool;

Kenneth Kitchen, e o Professor de Egiptologia da Universidade de Toronto,
Ron Leprohan. Esse e-mail detalhou as comparações trazidas por Massey,
porém os professores foram unânimes em desmentir quaisquer similaridades
sugeridas.

O egiptólogo E. A. Wallis Budge sugere possíveis conexões e paralelos na história da ressurreição de Osíris com a encontrada no Cristianismo.
“Os egípcios como nós os conhecemos acreditavam que Osíris possuía uma
origem divina;
Que ele havia sofrido mutilações e morrido nas mãos dos
poderes do Mal e que, após grande esforço contra esse Mal, ele havia
ressuscitado e se tornado, doravante, o rei do mundo inferior e juiz dos
mortos – e já que ele havia conquistado a morte, os justos também o
poderiam...

Em Osíris, os Egípcios Cristãos encontraram o protótipo de
Cristo, e nas pinturas e estátuas de Ísis amamentando seu filho Hórus, o
ideal da Virgem Maria e seu filho”.[2]

O estudioso bíblico
Bruce M. Metzger ressalta que no ciclo osiriano ele, Osíris, morre no
17º dia do mês de Athyr (aproximadamente entre 28 de Outubro e 26 de
Novembro, nos calendários atuais) e revivifica no 19º dia, comparando
isso à Cristo ter ressuscitado no “terceiro dia”, mas também pontua que
“ressuscitação” é uma descrição questionável.

Contudo, o proponente da
teoria do Mito de Cristo, George Albert Wells, se refere a um relato do grego Plutarco
e afirma que Osíris morreu e chorou no primeiro dia e que sua
ressurreição é celebrada no terceiro dia com o grito alegre de “Osíris
foi encontrado!”.


Ficheiro:Osiris-nepra.jpg
100


Ele ainda acrescenta que a comparação que São Paulo fez da ressurreição corporal com o plantio e o crescimento de uma semente de milho (1 Coríntios
15:35-38) é baseada na antiga ideia egípcia de que uma figura de
sementes germinando no leito de Osíris representa a ressurreição (figura
ao lado).

Plutarco
e outros notaram que os ritos a Osíris eram “tristes, solenes e
pesarosos” e que o grande festival do mistério, celebrado em duas fases,
começou em Abydos no 17º dia do mês de Athyr (13 de Novembro),
comemorando a morte do deus (data em que também se celebrava o plantio
das sementes).

A morte dos grãos e o falecimento do deus era uma coisa
apenas: os cereais eram identificados como um deus que veio dos céus;
ele era o pão pelo qual os homens sobreviviam.

O festival anual envolvia
a construção dos “Leitos de Osíris”, em forma do deus, preenchidos com
terra e também sementes. A germinação das sementes simbolizava Osíris
voltando dos morto (um exemplo antigo dessa figura foi encontrado na
tumba do faraó Tutancâmon pelo arqueólogo Howard Carter).

A primeira etapa do festival consistia em um drama público relatando o
assassinato e o desmembramento de Osíris, a procura de seu corpo por
Ísis, seu retorno triunfal quando ressuscita em forma de deus, e a
batalha na qual Hórus derrota o deus Seth.

Segundo Julius Frimicus Maternus, do século IV,
essa peça era re-encenada todo ano por adoradores que “batiam seus
peitos e esfaqueavam seus ombros... Quando eles fingiam que os restos
mutilados do deus haviam sido encontrados eles mudavam do luto para o
regozijo”. (De Errore Profanorum).

A Paixão de Osíris também é refletida no seu nome ‘Wenennefer’
(“aquele que continua a ser perfeito”), o que inclui o seu poder
pós-morte.[3]

O egiptólogo Erik Hornung observa que os Egípcios Cristãos
continuaram a mumificar os mortos (uma parte substancial das antigas
crenças osirianas) até que a prática finalmente terminou com a chegada
do Islã;
E defende uma associação entre a Paixão de Cristo e as
tradições osirianas, particularmente nas escrituras apócrifas de Nicodemus e da descida de Jesus ao Hades.

Ele conclui que se o Cristianismo rejeitou qualquer elemento pagão, o fez apenas em um nível superficial, e que o Cristianismo primitivo era “profundamente grato” ao Egito Antigo.

David J. MacLeod acredita que a ressurreição de Osíris difere da de Jesus Cristo dizendo que


“Talvez o único deus pagão de onde venha a ideia de ressurreição seja
o Egípcio Osíris. (...) Osíris não “ressuscitou”; ele governou na
Morada dos Mortos. Roland de Vaux escreveu que para se entender o
significado de “Osíris sendo trazido à vida”, bastaram as ministrações
de Ísis, e ele foi capaz de ter uma vida além-tumba que é quase uma
réplica quase perfeita da sua correspondente terrena.

Mas ele nunca
voltou entre os vivos e reinou apenas sobre os mortos. Esse deus
revivido é, na realidade, um “deus-múmia”... Não, o mumificado Osíris
dificilmente foi uma inspiração para o ressuscitado Cristo... (...) Para
atingir a imortalidade os Egípcios tinham que cumprir três condições:

Primeiro, seu corpo tinha que ser preservado pela mumifação. Segundo,
alimentos seriam providenciados pelas reais oferendas de pão e cerveja.
Terceiro, magias seriam enterradas com a pessoa. Seu corpo não
retornaria dos mortos; apenas poucos elementos de sua personalidade –
seus Ba e Ka – é que continuariam pairando sobre seu corpo”.[4]

O paralelo mãe-e-filho


Algumas pessoas acreditam que a íntima relação maternal entre Ísis e Hórus apresentada nas imagens do Antigo Egito foram mais tarde incorporadas na iconografia cristã.

Em particular, as figuras de Maria e Jesus em Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Nossa Senhora de Częstochowa
dividem várias similaridades às representações egípcias primitivas
entre Hórus e Ísis.

O egiptólogo Erik Hornung escreveu que “havia uma
analogia óbvia entre o bebê Hórus e o menino Jesus e o cuidado que eles
receberam de duas sagradas mães; muito antes do Cristianismo, Ísis havia
carregado o epíteto de ‘mãe de deus’”.

Mesopotâmia


Tammuz-Adonis é o arquétipo mesopotâmico para o deus da fertilidade que morre e ressuscita. Seu culto envolvia o luto. O deus tem paralelo a Cristo principalmente pelo seu epíteto, “o pastor”.

Referências




  1. ↑ "The Oxford Essential Guide to Egyptian Mythology", Editado por Donald B. Redford, artigo de Edmund S. Melzer, p. 167, 2003
  2. ↑ E.A Wallis Budge, "Egyptian Religion"
  3. ↑ "How to Read Egyptian Heiroglyphs", Mark Collier e Bill Manley, British Museum Press, p. 42, 1998
  4. ↑ David J. MacLeod. The Emmaus Journal. Volume 7 #2, Winter 1998, p. 169

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Re: A Criação do Mito Yeshua Judaísmo ou Jesus do Cristianismo!

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